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Teatro

Espetáculo teatral retrata conto de Caio Fernando Abreu neste sábado (30)

O monólogo é dirigido por Paulo Altallegre e traz a atuação do ator amazonense Arnaldo Barreto 29/04/2016 às 10:03 - Atualizado em 29/04/2016 às 11:10
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Segundo Arnaldo Barreto, a incompletude do amor é clara na encenação, onde as tentativas ao prazer são sempre interrompidas (Foto: Ramoniel Gomes)
ACRITICA.COM Manaus (AM)

Uma narrativa teatral a partir do famoso conto do escritor Caio Fernando Abreu, o monólogo “A Dama da Noite” vai ser apresentado no dia 30 de abril, no Les Artistes Café Teatro, às 20h. O monólogo é dirigido por Paulo Altallegre e traz a atuação do ator amazonense Arnaldo Barreto. “Dama da Noite”, originalmente, faz parte do livro de contos “Os dragões não conhecem o paraíso”, publicado em 1988.

Segundo Arnaldo, a incompletude do amor é clara na encenação, onde as tentativas ao prazer são sempre interrompidas. “Numa vertente de solidão que conduz o personagem nos 50 minutos de espetáculo a questionar sua angustiante situação”, diz ele. Na obra, o ator interpela um homem imaginário, causando momentos “patéticos” de sua situação, entre o desespero e a angústia.

Aspectos

A equipe busca na cenografia, por meio do trabalho da atriz Rosa Malagueta, uma dama “em dois tempos”, no mesmo palco, quarto e bar. “A relação desse cenário com a personagem muitas vezes sóbria, delirante, com cores quentes retrata também a fragilidade desta mulher excluída. Daí o simbólico da exclusão, da pessoa que ficou de ‘fora da roda’. O elemento usado na personificação do vírus HIV leva a dama a se atirar no público, com um imenso pano vermelho acetinado, representando o sangue contaminado”, pondera Barreto.

A sonoplastia da produção é instrumental. “Sendo que a música ‘Dama do Medo’ é cantada por mim e de minha autoria’”, declara o ator. Composta em violinos, a trilha não levará nenhum músico ao palco, por conta deles estarem em outras atividades, no dia. “Então vamos usar playbacks instrumentais mesmo”, pondera. Arnaldo lembra que ganhou o seu primeiro prêmio de ator no teatro com a peça. “Depois vieram cinco prêmios consecutivos em outros trabalhos”, encerra.

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