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Teatro

Espetáculo sobre as intrigas familiares de 1880 até os dias de hoje ganha o Teatro AM

Encenada pela Associação ArtBrasil, peça dirigida por Ana Cláudia Motta será apresentada no dia 18 de agosto, às 20h 26/07/2017 às 11:16 - Atualizado em 26/07/2017 às 11:17
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Fotos: Tamiris Lima e Douglas Rodrigues/Divulgação
Laynna Feitoza

Uma viagem que passeia pelos costumes e intrigas familiares do ano de 1880, atravessa a década de 80 e encerra nos dias de hoje. É assim que se desenrolar o espetáculo teatral “Quem casa, quer casa”, uma encenação da obra do escritor Martins Pena, adaptada pela atriz e diretora teatral Ana Cláudia Motta. Encenada pela Associação ArtBrasil, a montagem vai ser apresentada no dia 18 de agosto, às 20h, no Teatro Amazonas.

Na história, os irmãos Olaia e Sabino se casam e, por falta de dinheiro, se mudam para a casa da mãe, Fabiana, com seus respectivos esposo/esposa. A paz de Fabiana é ameaçada quando a nora Paulina quer mandar e desmandar na casa, e quando o genro Eduardo só quer saber de tocar violino, e não procura trabalho. O filho de Fabiana, Sabino, ao invés de por “rédeas” na situação, é religioso e só vive para a igreja. É aí que as intrigas da história ganham forma.

De acordo com Ana Cláudia, para compor a “viagem” foram pesquisados elementos que compõem e caracterizam cada período a ser apresentado. “Foi feito um estudo dos momentos históricos: política, economia e sociedade; sobre como eram estabelecidas e constituídas as famílias. Adaptei o texto através de uma reestruturação de linguagem, expressões, gírias, orações, formalidade e informalidade inerentes à fala conforme a época a ser caracterizada”, coloca ela.

Os cenários e adereços da peça foram assinados por Rivaldo Monteiro. “O cenário foi composto de forma mais neutra possível: sete cadeiras e duas mesas pretas, leves, pretas foscas, sem detalhes que as datassem em nenhuma época e ao mesmo tempo que pudessem ser de qualquer época. O cenário também foi pensado para ser de fácil transporte e montagem, a fim de facilitar a circulação do espetáculo”, declara a diretora do espetáculo.

Elementos

Os adereços foram organizados de forma que o público acompanhe a evolução da tecnologia e suas funções. Para simbolizar os anos 1880, há caneta de pena, tinteiro e papel para carta; já para a década de 80, os livros cedem espaço para a TV. “A comunicação agora é feita fundamentalmente por telefone, não mais por carta”, pontua Ana Cláudia. Já na atualidade, retratada a partir de 2008, a TV perde o seu reinado para o notebook, e o telefone é substituído pelo celular.

A sonoplastia da obra é composta por músicas autorais de Paulo Marinho e outras que foram alvo de levantamento/pesquisa fonográfica. “Selecionadas, compuseram pout-pourris que transportam o público a uma passagem de tempo que vai de Chiquinha Gonzaga (segunda metade do século XIX), passa por hits de sucesso da década de 80 e finaliza com hits dos anos que vão de 2008 a 2014”, declara Motta

O espetáculo foi premiado pelo edital Conexões Culturais 2015, da ManausCult. A intenção de Ana Cláudia com o espetáculo é circular por todos os cantos da cidade. "Em seguida, vamos buscar patrocínio pra levar essa obra para outras capitais", completa ela. Além de Ana Cláudia - que também atua - o elenco é composto por Branco Souza, Magda Loiana, Marcos Santini, Denise Lima, Carlos Eduardo e Rivaldo Monteiro

Serviço

o quê: Espetáculo "Quem casa, quer casa", da Associação ArtBrasil

quando: 18 de agosto, às 20h

onde: Teatro Amazonas (Rua 10 de julho, Centro)

quanto: R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira)

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