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Esquadrão da moda: os talentos amazonenses

As vitórias e as dificuldades de quem vive o dia a dia do ramo 20/10/2013 às 10:23
Show 1
Cris Batista, com a coleção Condessa inspirada nas obras da artista plástica Hadna Abreu
Loyana Camelo Manaus, AM

Não faz muito tempo que a moda feita no Amazonas começou a de fato florescer. Os talentos, até então latentes, aos poucos ganham projeção nacional (alguns, inclusive, internacional), mostrando que o potencial não está apenas concentrado no sul/sudeste do País. Entretanto, os profissionais locais são unânimes em dizer que ainda há um longo caminho até a glória. O que falta para a moda regional estourar de vez? Quem vive o dia a dia do ramo tem as respostas.

A estilista Midori Nakamura é categórica: o  cotidiano do profissional de moda não é só glamour. “As dificuldades aparecem no caminho e temos que contorná-las o tempo todo sem desanimar”. Tais empecilhos, na opinião da designer e proprietária do ateliê “Cor & Contas”, Vanusa Gadelha, têm provável origem na falta de profissionalização .

“Talvez por causa disso não temos indústria de moda no Amazonas, desta forma, a moda aqui não faz estatística. Existem muitas iniciativas particulares que infelizmente não se beneficiam do enorme potencial econômico que a área é capaz de prover”, opina. Quem concorda é Cristiane Batista, estilista proprietária da grife Santa Cris. “Tudo temos de trazer de fora: tecidos, maquinários, aviamentos polo industrial ou uma indústria têxtil  ligado à moda por aqui”.

Crença no trabalho

Veterano no ramo, Nil Lima aponta que o caminho para o reconhecimento na indústria da moda começa na crença no do trabalho. “Nunca fui pretensioso, mas sempre acreditei em mim. É preciso ser humilde, saber que você está desenvolvendo um trabalho legal”. A compensação, segundo Midori Nakamura, justifica o esforço. “Toda a energia desprendida é recompensada quando chegamos ao produto final. A magia de pensar em alguma coisa ao olhar um tecido e ter a habilidade para transformar em algo belo e palpável é de prazer indescritível”, diz.

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