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Esqueça por um instante o mundo virtual e relembre as melhores brincadeiras antigas

Psicólogo destaca a importância da presença dos pais para que os limites do uso da tecnologia sejam impostas para as crianças. A equipe do Portal A Crítica separou as melhores brincadeiras antigas para um dia nostálgico e divertido    11/10/2014 às 19:16
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Neste Dia das Crianças, 12, sai da frente do computador, larga o celular e vai pra rua brincar com a garotada
Gabriele Bessa ---

Em uma era intitulada tecnológica, as brincadeiras infantis realmente não são mais as mesmas. Ultimamente os pequenos são atraídos e praticamente abduzidos para um mundo virtual, via tablets, games, celulares, computadores, entre outros equipamentos e brinquedos modernos.

Mesmo com toda essa tendência, há quem cultive aquelas brincadeiras antigas e simples, porém satisfatórias no quesito alegria, criatividade e interatividade com outras crianças.

Para o psicólogo, Carlos Humberto Ramalho, é impossível afastar as crianças do mundo tecnológico. Porém, alguns aspectos negativos podem ser observados e evitados pelos pais.  

“Cabe salientar e conhecer a fundo o que as crianças estão acessando, muitas vezes torna-se cômodo para certos adultos deixar a criança simplesmente ‘entretida’ com um equipamento nas mãos”, destaca o psicólogo.

Ainda segundo o psicólogo, ainda existem muitos pais que, mesmo repletos de demandas do dia-a-dia, conseguem reservar um tempo para brincar com seus filhos. “Estes pais agem de forma mais protagonistas com os filhos, contribuindo para deixar uma forma de legado para os pequenos, que vai além dos smartphones ou qualquer equipamento eletrônico, mas um legado de valores da vida”, finaliza o profissional.

ROTINA MONITORADA


Seguindo a linha de raciocínio, a autônoma Aline Carvalho, mãe da pequena Ana Raquel, de 4 anos, relata o quanto as crianças atuais são habilidosas com os equipamentos modernos, mas que nunca deixa de incentivar sua filha a praticar as atividades antigas que costumava brincar quando criança.

"Vejo que ela gosta muito e sabe baixar rapidamente os aplicativos no meu celular e sempre procuro os mais educativos, que trabalhem a coordenação motora e intelectual. Mas também a incentivo para brincar de boneca, esconde-esconde, cantar, pular corda, pisar na areia, se sujar, esse contato é muito importante", aconselha.

Já para a professora Saaramar Lahan, mãe de Lucas Lima, de 2 anos, a influência da tecnologia vem dos próprios pais. No entanto, ela confessa de forma nostálgica a importância das brincadeiras tradicionais.


"As crianças imitam o que os pais fazem e meu filho me vê conversando no Whatsapp, Facebook, utilizando o Youtube e gosta de utilizar o tablet para ver desenhos e brincar nos jogos infantis, mas eu estabeleço um limite de uso. Prefiro que ele brinque de pipa, bola, minha infância foi no fundo do quintal subindo em árvore e era maravilhoso", recorda a professora.

MÁQUINA DO TEMPO

Neste Dia das Crianças (12), o conselho dedicado aos adultos é se divertir junto com a garotada, mostrando algumas das suas brincadeiras favoritas de infância e tentar fugir, pelo menos por alguns instantes, do mundo virtual. Para ajudar, a equipe do Portal A Crítica separou algumas atividades infantis nostálgicas e divertidas. Confira e aproveite!

Adoleta

Há inúmeras brincadeiras feitas com as mãos, cada uma com músicas e movimentos específicos, como adoleta e babalu, mas no geral todas são bem parecidas. Primeiro, começa-se batendo as palmas e fazendo os gestos devagar. Com cuidado, todos vão aumentando a velocidade para não errar.

Amarelinha

Joga, pula e agacha! Para brincar de amarelinha é preciso desenhar no chão um caminho dividido em casas numeradas. Após jogar uma pedrinha em uma casa - em que não poderá pisar -, a criança vai pulando com um pé só até o fim do trajeto. Ao chegar, deve retornar, apanhar a pedrinha e recomeçar, dessa vez, atirando a pedra na segunda casa e depois nas seguintes até passar por todas. O participante não pode pisar, perder o equilíbrio ou jogar a pedra na risca nem atirá-la fora da risca. Se isso acontecer, ele perde a vez. Vence quem completar o percurso primeiro.

Boca de Forno

Brincam um mestre e os demais participantes. O diálogo é assim: MESTRE: “Boca de forno” DEMAIS: “Forno é” MESTRE: “Vão fazer tudo que o mestre mandar?” DEMAIS: “Vamos” MESTRE: “E se não fizer?” DEMAIS: “Leva bolo” Aí, o mestre manda os participantes buscarem algo. Quem trouxer primeiro, será o novo mestre, os demais, levarão palmadas. E assim por diante.

Bolinha de gude

Bolinhas coloridas e feitas de vidro, são jogadas num circulo feito no chão de terra pelos meninos. O objetivo é bater na bolinha do adversário e tirá-la de dentro do círculo  para ganhar pontos ou a própria bola do colega.

Cinco-marias

As "marias" são saquinhos de pano cheios de areia. O objetivo deste jogo é pegá-las do chão, jogando cada uma delas para o alto sem soltar as anteriores, em sequências cada vez mais difíceis. Quem erra perde a vez e depois retoma de onde parou. Ganha quem avançar mais.

Estátua

Os jogadores formam uma roda e, rodando, cantam a música: “O Circo pegou fogo, palhaço deu sinal, acuda, acuda, acuda a bandeira nacional, Brasil, 2000, se buliu, saiu!”. No “saiu”, os jogadores têm 5 segundos para escolherem a melhor posição para ficarem estátuas. O mestre começa a provocar e, quem se mexer, sai. Ganha quem for mais resistente, que será o próximo mestre.

Esconde-esconde

Esta brincadeira é fácil! Uma criança deve ser eleita como pegadora. As demais precisam correr para de esconder e fugir dela. Quem for apanhado assume a posição de pegador. Os participantes podem, também, escolher um pique, local designado pelo grupo como neutro, onde se fica a salvo.

Forca

O enforcador escolhe uma palavra e, em uma folha de papel, coloca-se a inicial da mesma e tantos tracinhos quantas foram às letras que compõem a palavra. O que vai jogar irá dizendo letras. Se elas constarem na palavra escolhida, serão registradas nos lugares correspondentes. Se a letra não constar na palavra, será ponto perdido que representará uma parte do corpo a ser pendurado na forca, se depois do corpo feito (resultado das letras erradas) ainda não estiver solucionado o enigma, o próximo erro corresponderá ao enforcamento. Para tal, faz-se um laço no pescoço do boneco. O enforcado perde o jogo. Quando o enforcador erra a ortografia da palavra escolhida, o jogo é anulado e ele paga uma prenda imposta pelo adversário.

Ioiô

A brincadeira consiste em enrolar o barbante no ioiô, prendendo no dedo indicador ou médio; a seguir, arremessar o ioiô para baixo num movimento suave e elegante, e logo após, com a mão, fazer um impulso contrário, trocando a subida do ioiô, o qual deverá retornar à mão do jogador. Cada vez que um jogador acerta marca ponto, podendo repetir a jogada, até errar, quando então, cederá o ioiô a outro participante, aguardando a nova rodada.

Pular corda

"Com quem você pretende se casar?" Você já pulou corda cantando esta música? A brincadeira funciona mais ou menos assim: duas crianças batem a corda bem próxima ao chão, enquanto as outras pulam. Os saltos devem seguir uma sequência determinada e mudam de acordo os comando de voz indicados na cantiga. A altura da corda vai aumentando aos poucos. A brincadeira termina quando resta apenas um participante capaz de pular a corda àquela altura.

Pique-bandeira

A brincadeira é assim: as crianças são divididas em dois times de três a sete participantes. Cada grupo fica com um lado da quadra. Na linha de fundo do campo de cada grupo fica a bandeirinha do time. O objetivo do jogo é roubar a bandeira do adversário e proteger a sua, tudo isso atravessando os campos correndo. Se algum participante for pego, ele precisará ficar paralisado no lugar. O time que resgatar a bandeira primeiro é o grande vencedor!

Pega-pega

Esta brincadeira envolve muita atividade física. Uma criança deve correr e tocar outra. A criança tocada passa ter que fazer o mesmo.

Pular elástico

A brincadeira de elástico vai ficando mais difícil conforme sobe a altura dele, que começa nos calcanhares e vai até o pescoço. O ideal é que duas crianças fiquem aproximadamente 2 metros afastadas uma da outra, enquanto a outra se posiciona no centro do elástico para fazer todos os movimentos da cantiga. É megadivertido! Pode pular com os dois pés em cima do elástico, com os dois pés fora dele, saltar com um pé só e depois com o outro. Se errar, o participante troca de posição com um dos colegas que estão segurando o elástico.

Queimada

Primeiro, os jogadores devem ser divididos em duas equipes - cada uma ocupa metade da quadra. Neste jogo, a bola é usada para atingir membros do time rival. Se eles conseguem agarrá-la, estão salvos. Se são queimados (quando a bola tocar alguma parte do corpo deles e cair no chã), vão para o fundo do campo adversário, chamado morto ou cemitério. Vence o time que eliminar todos os participantes da equipe concorrente.

Passa anel

Uma criança fica com o anel, enquanto as outras do grupo se sentam uma ao lado da outra com os braços apoiados no colo e com a palma das mãos unidas. A "escolhida" segura o anel entre a palma das mãos e passa as mãos pelas mãos dos amiguinhos. Quando resolve parar, abre as mãos mostrando que estão vazias e pergunta para um dos participantes: "Com quem está o anel?". Se ele acertar, será o próximo a passar. Se errar, quem recebeu o anel é que passará.

Peteca

O jogo consiste em dois ou mais participantes, utilizando-se as mãos, onde a peteca é arremessada ao ar de um jogador para o outro, evitando que a mesma toque o solo numa área definida. É um esporte praticado em várias regiões do Brasil, e tem como origem o estado de Minas Gerais, proveniente dos índios que habitavam aquela região, que utilizavam tocos de madeira e palha amarrados a penas de aves, arremessando o artefato entre si como forma de diversão.

Pipa

Pipa, papagaio, arraia, raia, quadrado, pandorga… Lançar a pipa é colocá-la para voar, ou empiná-la, conjugando a força do vento com a resistência oferecida pela linha que o lançador segura na mão. Para lançar a pipa é condição que exista vento com uma intensidade necessária para a fazer voar. A técnica consiste em pôr-se de costas para o vento, com a pipa levantada, dar uma corrida e ir libertando a linha à medida que a pipa vai subindo e ganhe sustentação no ar, devido à força do vento. Além da variedade de pipas, durante a brincadeira manobras podem ser elaboradas no ar.

Pião

Feitos de madeira, os piões são rodados no chão através de um barbante que é enrolado e puxado com força.  Para deixar mais emocionante a brincadeira, muitos meninos fazem malabarismo com os piões enquanto eles rodam. O mais conhecido é pegar o pião com a palma da mão enquanto ele está rodando.

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