Publicidade
Entretenimento
Vida

Estilo e atitude fazem parte da receita do sucesso do Grupo Dream Team do Passinho

A banda acaba de lançar o disco “Aperte o play” (Sony), em que reúne músicas nascidas dentro de um dos mais recentes fenômenos culturais do Rio de Janeiro, o passinho, herdeiro do funk e da street dance das periferias 04/08/2015 às 10:58
Show 1
O Dream Team é formado por Diogo Breguete, Lellêzinha, Pablinho, Hiltinho e Rafael Mike
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Um grupo que se reuniu para fazer apenas um “job” para uma marca de refrigerante hoje encara o desafio de divulgar um trabalho autoral e despojado em uma gravadora multinacional. O Dream Team do Passinho acaba de lançar o disco “Aperte o play” (Sony), em que reúne músicas nascidas dentro de um dos mais recentes fenômenos culturais do Rio de Janeiro, o passinho, herdeiro do funk e da street dance das periferias.

O Dream Team reúne todas as características de um sucesso em potencial: músicas que dialogam com o público do morro ou do asfalto e uma irreverência que se reflete tanto no modo de vestir - colorido e extravagante - quanto na presença de palco. Com esse arsenal, o grupo tem chamado a atenção de personalidades como o fotógrafo Bob Wolfenson e também do mundo da moda (basta lembrar da participação deles no desfile de Herchcovitch, na última São Paulo Fashion Week).

Um dos produtores do disco e diretor musical do grupo, Rafael Mike explica que “Aperte o play” já é um marco na trajetória de cada um da turma. “Um dos motivos para ele ser tão importante é que despertou a composição no grupo: quem não escrevia passou a escrever, e quem já tinha alguma coisa botou para dentro da panela. O disco é a nossa cara”.

Segundo Diogo Breguete, o sucesso do comercial gravado para a Coca-Cola, que alcançou 1 milhão de visualizações em menos de duas semanas, serviu como um termômetro de como o público recebeu o trabalho do recém-criado Dream Team. “A galera começou a perguntar se tínhamos mais músicas e vídeos, então resolvemos manter a formação e partir para o trabalho. Foi algo totalmente inesperado”.

Sem preconceito

Entre as faixas de “Aperte o play” ainda chama a atenção “Batom com batom” e “Kiss me”. Ambas abordam relações homossexuais com direito a gírias próprias e pitadas de humor. Para Mike, o passinho é uma cultura aberta ao novo, o que faz dele um movimento com muita adesão dos gays. “Uma grande inspiração para nós escrevermos ‘Kiss me’ foi um dançarino chamado Gambá (morto em 2012), que revolucionou o movimento com muita ousadia e originalidade. Ele era hétero, mas tinha trejeitos homossexuais na dança”.

A música fala de um rapaz que se envolve com outro que não tem coragem de assumi-lo porque prefere manter as “aparências”. “Batom com batom”, por outro lado, revela a história de duas meninas que se beijam em uma festa. “O passinho tem muita liberdade, inclusive no vestir, então por que não teríamos uma música falando desse universo?”, questiona Mike.

Banda Uó


Quem também abusa da irreverência, puxando mais para um humor extravagante, é o trio formado em Goiânia. Há alguns meses, o show do álbum de estreia da banda ganhou registro em DVD. Depois de emplacar o hit “Catraca” na novela “I Love Paraisópolis”, Candy Mel, Davi Sabbag e Mateus Carrilho anunciaram o aguardado sucessor de “Motel”. Ainda sem lançamento marcado, o novo disco terá uma “batida diferente”, com mais apelo pop que brega.

Bonde do Rolê


Outro lançamento prometido para este ano é o terceiro álbum da banda curitibana, partidária de um funk pop cheio de deboche e temas politicamente incorretos. Enquanto isso, Laura Taylor e os DJs e produtores Rodrigo Gorky e Pedro D’eyrot vão soltando aperitivos para o público. Um deles foi a música inédita “Vida loka”, produzida em parceria com o DJ estadunidense Comrade. Com cenas de nudez, o clipe do single foi postado com cortes no Youtube para evitar que a plataforma o tirasse do ar. Outra novidade que acaba de ser apresentada pela banda é o EP “Bíblia Rosa”, com paródias em homenagem a quatro grandes artistas da MPB: Maria Bethânia, Tim Maia, Erasmo Carlos e Jorge Ben.

Publicidade
Publicidade