Sábado, 07 de Dezembro de 2019
Vida

Estudo aponta o que é necessário para ter uma vida plena

Pesquisa inédita revela o que os brasileiros buscam para considerar uma vida boa e feliz. Aspectos imateriais sobressaíram nas respostas pelo Brasil e a região Norte apresentou peculiaridades: espiritualidade, educação e vida familiar



1.jpg O gaúcho Igor Kaefer escolheu o Amazonas para realizar suas metas estudantis
13/12/2015 às 10:55

Você tem uma vida plena? Quais as suas barreiras? Quais suas metas? Essas e outras questões sobre bem estar e saúde foram estudadas durante a pesquisa “O que é viver ao máximo para o brasileiro?”, coordenada pela Abbott Brasil e executada pelo setor de Pesquisa e Inteligência de Mercado da editora Abril. Aspectos imateriais sobressaíram nas respostas pelo Brasil e a região Norte apresentou peculiaridades : espiritualidade, educação e vida familiar são três pilares.

A proposta foi desvendar quais os conceitos de vida ao máximo, ou seja, aquele ápice de felicidade que você deseja ser eterno. “Esse conceito para mim, para você ou para a alguém que mora no Tocantins,por exemplo, vai ser diferente, claro. Mas focamos em aspectos que pudessem balizar a satisfação da vida hoje e desvendar qual a meta de vida no futuro. Cerca de 3/4 quer saúde, mas não é só isso”, diz Marcos Leal,da Abbott Brasil.



Perguntas do tipo “Quanto você se sente satisfeito com a sua vida pessoal?”, “Quais seus planos para os próximos 5 anos?” ou “Quais as barreiras o impedem de viver ao máximo?” fizeram parte da pesquisa. “As respostas dos moradores da região Norte foram bem diferentes. De modo geral, é o mais o povo mais resiliente (82%), otimista (94%) e o que busca aproveitar todos os momentos com a família, sendo essa 95% do seu interesse”, conta Andréa Costa, da Abril.

Segundo ela, o que despontou foi a espiritualidade, ou seja, independente de religião, os nortistas priorizam estar bem com as suas crenças. “Uma diferença de 10 pontos percentuais, como em muitos quesitos apareceram, é muito significativa”, diz Andréa. O advogado amazonense Murilo Laredo, 28, faz parte 74% de nortistas que consideram a vida espiritual a base para o “viver ao máximo” - a média nacional é de 69%. Desde 14 anos, se dedica a viver a vida voltada às suas crenças judaicas.

“A vivência dentro da religião me dá uma perspectiva de vida melhor no dia a dia, sobre meus valores e como agir, seja na vida pessoal, social ou profissional”, disse. Casado e pai de um menino, ele muitas vezes se sentiu uma exceção na adolescência. “Hoje é diferente, um movimento grande de jovens, independente de religião, está priorizando à vida espiritual para se sentir pleno”.

Outra prioridade para os moradores da região é estudar: 68% usam o tempo livre para isso e 89% focam em concluir os estudos, sendo que a média brasileira é 57% e 78%, respectivamente. O gaúcho Igor Kaefer se mudou para o Amazonas, há mais de cinco anos, em busca de melhores condições de estudos. “A oferta de pós-graduação, com qualidade que tem aqui, é o dobro que em outros lugares”, disse. Aos 29, Igor é doutor na área de ciências biológicas e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

 “Estudar sempre foi meu foco”. Igor também representa outro ponto da pesquisa: o brasileiro quer ter menos posses e viajar mais – 79% dos entrevistados planejam viagens para o futuro contra 50% que pensa em guardar dinheiro. “Nos últimos 3 anos, conheci 15 países, alguns foi a trabalho. Deixo de comprar coisas para viajar mais”.

Viajar, rezar e estar com a família é a receita de felicidade do empresário Jefferson Belasque. Casado há 18 anos com Piedade e pai de duas filhas, ele faz parte do grupo de 95% de nortistas que priorizam a vida familiar (a média é 90%). “Tive uma fase que foquei muito na vida profissional, mas houve um desequilíbrio. Hoje minha meta é a família, sou mais feliz”.

Jefferson também é o exemplo do grupo mais satisfeito com a vida, seja afetiva, familiar, profissional ou fisicamente. Segundo a pesquisa, 54% dos homens com idade média de 41 anos se intitulam realizados. Já as mulheres, 58% com idade média de 34 anos se consideram insatisfeitas. “Para a mulher, ainda há um desequilíbrio na vida pessoal e na carreira. É um paradigma social”, disse o psicólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP), Esdras Vasconcelos.

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Pesquisa Abbott Além do Brasil, a pesquisa será realizada com um milhão de pessoas pelo mundo. “Queremos saber qual o conceito na China, na Dinamarca, por exemplo. A partir disso, poderemos planejar melhor nosso futuro”, disse Marcos Leal.No Brasil, 5130 homens e mulheres, a partir dos 20 anos foram ouvidas, 6% foram do Norte A Abbott é uma empresa americana que desenvolve tecnologias e soluções médicas.

*A jornalista viajou a convite da Abbott. 




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