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DEBATE

Evento 'Encontros Cinéfilos' debate representação LGBT+ nos cinemas

Cine Set promoverá bate-papo sobre representação LGBT+ no dia 22 de julho, no espaço Jogo de Nós, gratuitamente 21/07/2017 às 15:59 - Atualizado em 21/07/2017 às 16:06
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Cine Set é um site especializado em críticas sobre filmes e temas relacionados (Foto: Divulgação)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Uma roda de conversa onde serão abordados o aspecto histórico da representatividade LGBT+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), a sua representação em filmes de sucesso e seus ganhadores de prêmios serão destaques na nova edição do “Encontros Cinéfilos”. O evento vai acontecer no dia 22 de julho, no Jogo De Nós, com entrada franca.

Promovida pelo Cine Set, a conversa será mediada por Susy Freitas e Gabriel Oliveira (ambos do Cine SET), Roger Lima (canal X-Salada), pela realizadora audiovisual Ellen Linth (curta-metragem "Sandrine" e série "Transviar) e pelo pesquisador Bernardo Abinader. “A ideia do encontro é ser uma roda de conversa, na qual os convidados iniciam com delimitações do tema apenas para guiar a participação do público”, pontua Susy Freitas, 31, que é professora.

O jornalista Roger Lima, 24, vai estar no encontro representando o canal do Youtube X-Salada (youtube.com/xsalada), que é sobre cinema. Ele divide o canal com o editor de vídeo Marcelo Otávio e vai falar sobre representatividade em filmes pop, no Oscar e outras premiações. A discussão sobre o tema, para ele, tem evoluído aos poucos. “Acredito que tem evoluído a passos pequenos. Em debates sobre o assunto a gente ainda vê pessoas menosprezando a importância da representatividade, dizendo que é besteira e desnecessária”, coloca ele.

Grande momento


Marcelo Otávio e Roger Lima comandam o canal de cinema X-Salada (Foto: Divulgação)

Tanto Roger quanto Susy concordam que o Oscar para “Moonlight” em 2017 foi um dos momentos recentes mais importantes para a representatividade LGBT+ no cinema. “Foi um filme indie de baixo orçamento que alcançou grande sucesso de público nos EUA e de crítica no mundo todo. Isso dá visibilidade a uma obra que trata de temas importantes como a homofobia, racismo e a necessidade de representações mais humanas para as minorias, gerando debate e reflexão”, pondera Susy.

Já para Lima, representatividade tem entrado cada vez mais em pauta nos debates e filmes. “Ver ‘Moonlight: sob a luz do luar’ ganhando Oscar de Melhor Filme foi definitivamente um marco histórico, por se tratar de uma história de um menino negro e gay, então é representatividade em dobro. E algo bem inesperado, no ano passado o Oscar sofreu críticas pesadas sobre a falta de negros nas categorias”, complementa Roger.

Freitas aborda que o que pode melhorar em relação ao lidar das indústrias de cinema com a representatividade LGBT+ é, justamente, ampliar a evidência dessa realidade nas produções. “Acredito que abrir espaço para pessoas LGBT+ contarem suas próprias histórias é essencial, pois muitos dos problemas de representação vem de pessoas que não têm conhecimento das vivências desse grupo e, ao trazê-los para as telas, mostra algo que pode ser incorreto ou ofensivo, desumazinando-os ou focando apenas em estereótipos”, completa ela.

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