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CARNAVAL

Ex-Asa de Águia, cantor Durval Lelys faz show no Baile do Hawaii neste sábado (9)

Um dos principais expoentes do axé music no país, cantor promete agitar o público manauara com os principais hits da banda que liderou por quase três décadas 04/02/2019 às 16:21 - Atualizado em 06/02/2019 às 09:06
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Para o carnaval deste ano, Durval Lelys traz seu novo personagem, o "Carimbolino" (Foto: Jardel Sousa)
Juan Gabriel Manaus (AM)

Em meados dos anos 90, o carnaval brasileiro foi tomado pela febre da axé music. Responsável por dar uma nova cara a folia, também revelou grandes nomes da música brasileira que seguem mantendo esse legado até hoje. Um dos principais expoentes do gênero no país, o cantor baiano Durval Lelys, desce do trio elétrico e sobe no palco do tradicional Baile do Hawaii, que acontece no próximo sábado (9), na Piscina do Tropical Hotel, a partir das 22h. 

Alçado ao sucesso após liderar por quase três décadas o grupo Asa de Águia, Durval volta a Manaus dando continuidade a carreira solo que mantém a cerca de quatro anos. Embora longe do grupo, o cantor promete reviver grandes clássicos da banda, além de apresentar ao público amazonense uma prévia das novidades que pretende levar para cima do trio elétrico este ano.

“Eu vou levar o meu legado que é a história do Asa de Águia. Foram 27 anos fazendo Carnaval pelo Brasil afora. Estou no quarto ano de carreira solo então vou levar músicas novas também, como ‘O Mirante’ que é a minha música pro Carnaval”, diz Durval Lelys.

Personagem

Uma das marcas registradas de Durval é hábito de levar personagens para cima dos palcos. Após se consagrar performando figuras caricatas como “O pastor Don Duriel” emplacando o hit “Xó Satanás” e “Nero” trazendo um de seus principais sucessos, a “Dança da Manivela”, chegou a vez dos foliões conhecerem o “Carimbolino”, que promete dar uma força no clima de pegação durante o Carnaval.

“Esse ano vou levar meu personagem novo, o ‘Carimbolino’, o carimbador de popô (risos). Foi uma uma ideia maravilhosa do meu amigo Tatau, ex-Araketu, que viu que tem meninas que carimbam o nome e o telefone no braço dos caras porque é ruim de conversar durante a festa. Veio essa moda de brincar com o carimbo e a música remete a isso”, revela o cantor.

A reinvenção

Nas últimas duas décadas o axé teve um espaço cativo e praticamente exclusivo no Carnaval de Salvador, fato que foi mudando nos últimos 10 anos. Se antes Durval dividia espaço com nomes locais como Bell Marques, Ivete Sangalo e Daniela Mercury, hoje abriu-se espaço para que artistas de outros gêneros e partes do Brasil como Anitta, Wesley Safadão e a dupla Jorge & Matheus tivessem vez em cima dos trios, acirrando ainda mais a disputa pelo folião baiano.

O que pode ser visto como negativo para alguns artistas, para Durval Lelys é motivo de orgulho. De acordo com o cantor, esse intercâmbio possibilita não só que a Bahia possa receber artistas de outras cidades, como também que os artistas baianos possam circular por lugares que antes não eram atingidos pelo axé.

“Isso é excelente, porque outros artistas abriram esse mercado da expansão e com certeza a diversidade do carnaval hoje no País tem a ver com a entrada desses segmentos musicais como o pop e o sertanejo. Por exemplo, uma banda de Goiânia fortalece a banda da Bahia. Eles vem pra ca, fazem o Carnaval, a gente vai pra Goiânia e faz o carnaval lá. O grande marco dessa expansão foi terem entendido que o feriado do carnaval não era só baiano, pernambucano e carioca, mas sim brasileiro”, opina Durval.

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