Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
PERSISTÊNCIA

Ex-Rainha do Peladão, Juliana Soares fala sobre título de Miss Brasil Global 2018

Miss Amazonas Be Emotion 2017, amazonense foi eleita entre 25 moças do Brasil e vai representar o País no concurso Miss Global Internacional



juliana.jpg (Foto: Divulgação)
26/07/2018 às 11:32

Após ter ficado entre as 15 mulheres mais belas do País no Miss Brasil Be Emotion 2017, a educadora física Juliana Soares deixou de sonhar em ser miss e colocou isso como meta. A meta de vencer um concurso nacional foi alcançada no último sábado, na cidade de São Bernardo do Campo (SP): a amazonense foi eleita, entre 25 moças de várias cidades e estados brasileiros, Miss Brasil Global 2018. Ela vai representar o País no concurso Miss Global Internacional, previsto para acontecer na Ásia entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019.

Juliana, que também é Rainha do Peladão 2012, recebeu um convite para ser a titular da faixa Miss Beleza do Amazonas, que pertence ao concurso Belezas do Brasil. O certame tem a proposta de exaltar o empoderamento feminino. A vencedora do concurso se tornaria Miss Belezas do Brasil e também Miss Brasil Global, franquia cujos direitos o Belezas do Brasil também possui. “Hesitei por causa do tempo e por ter vindo recentemente de um outro concurso de beleza, mas logo decidi que iria”, pondera ela.

Ao conhecer a proposta do concurso, ela passou a ler muito mais sobre, e pesquisar a respeito das franquias envolvidas. “Cuidei do corpo também e decidi que seria muito mais corajosa para tudo. Li muito sobre empoderamento feminino porque o concurso exige muito que saibamos. Além do mais também treinei bastante passarela e mudei o sorriso”, conta ela, que colocou lentes de porcelana dentárias e foi com o seu cabelo cacheado natural.

Juliana precisou embarcar para São Paulo alguns dias antes do concurso, de modo a focar nas atividades do confinamento do certame - período em que as candidatas ficam confinadas ensaiando para a noite final e conhecendo umas às outras. “O confinamento foi extremamente agradável. Eu pude descobrir que a sororidade pode sim existir em um concurso de beleza. Todas as meninas foram muito irmãs, somos uma família. Passamos quatro dias em confinamento, mas parece que foi muito mais”, coloca ela.

Luta e vitória

Soares, que é a primeira mulher amazonense negra a vencer um concurso nacional de beleza, sofreu com ataques racistas oriundos da Internet no ano em que foi Miss Amazonas Be Emotion. A maioria das ofensas estavam direcionadas ao seu cabelo afro, ao seu tom de pele e ao fato de parte do público não achá-la “regional o bastante” para representar o Amazonas, o Estado com a maior população indígena do Brasil.

“Eu não deixaria os meus medos me vencerem e a única responsável por colocar tudo a perder era eu mesma. Eu sabia que seria difícil, mas não impossível. Mantive a serenidade em todas as etapas do desfile, diferente do Miss Brasil do ano passado, pois fiquei muito nervosa”, conta ela, sobre a noite final. Mas tudo parece ter conspirado a favor de Juliana: a pergunta final questionava aspectos sobre o assédio às mulheres na Copa do Mundo e sobre as políticas públicas que as candidatas criariam para combater isso.

Soares, por ser atleta de vôlei de praia e educadora física, se sentiu aliviada ao poder responder com firmeza algo do qual já vivenciou – tema que inclusive norteou o seu trabalho de conclusão de curso na faculdade. “Quando respondi a pergunta do top 5 e fomos para o camarim eu derramei umas lágrimas, porque independente do resultado eu estava satisfeita e fiz tudo como me preparei para fazer. De mãos dadas com a Flávia Polido (Miss SP) eu sabia que minha meta estava próxima e eu já estava muito feliz por isso”, celebra ela.

Compromissos

Enquanto Miss Brasil Global, Juliana não irá morar em São Paulo – sede do concurso – mas sempre irá ao estado para os ritos de preparação junto à coordenação nacional. Soares também dará continuidade ao projeto Caravana Ribeirinha, que leva atividades físicas às populações tradicionais do interior do Amazonas.

“Pretendo continuar no projeto em que trabalho nas escolas ribeirinhas junto com meus amigos. Além do mais, quero desenvolver algo voltado para o empoderamento feminino. Vou aprimorar o inglês, vou fazer alguns cursos em SP, aprimorar passarela e estudar muito”, completa ela.


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