Quinta-feira, 09 de Julho de 2020
ENTREVISTA

Excêntrico amor: Lene Campos lança livro sobre paixão além dos padrões

E-book conta a história de Paula, uma mulher que se envolve com um ‘crossdressing’



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25/04/2020 às 09:02

Crossdressing é um fetiche em que o indivíduo utiliza objetos do sexo oposto. Geralmente o homem ‘cross’ se descobre admirando uma lingerie, salto alto e outros adereços femininos.

“A maioria deles são héteros, possuem esposa ou namorada. E muitas delas têm conhecimento desse fetiche de seus parceiros e os apoiam”, conta a consultora de marketing amazonense Lene Campos, 40, que tomou o assunto e o fez tema de seu e-book recém-lançado, chamado “Às vezes ele é ela”.



Lene conversou com o Bem Viver sobre a obra, que está disponível no site Amazon (www.amazon.com.br). Confira trechos da entrevista:

Bem Viver: Como surgiu o primeiro impulso de escrever esse livro? O que te motivou pessoalmente a isso?

Lene Campos: Na minha última viagem a São Paulo, tive o privilégio de conhecer a Paula e sua surpreendente história. E por ser um tema pouco comentado e cheio de tabus, topei o desafio de escrever.

BV: Pode falar qual é a sinopse do livro?

LC: O livro é baseado em fatos reais e conta a história de Paula, uma mulher corajosa e romântica que se apaixonou por alguém totalmente fora dos padrões. Alguém que a ensinou o verdadeiro sentido da vida. Descobrir que seu homem usa lingerie, make e salto de vez em quando, a assustou muito. Mas também a encantou. E ela fez dessa experiência uma lição de vida.

BV: Você vai abordar o crossdressing, certo? Pode nos explicar do que se trata?

LC: 90% dos ‘crossdressers’ que conversei são homens com uma vida normal. Se relacionam com mulheres, são bem sucedidos, levam uma rotina normal e  não se sentem atraídos por outros homens. Montam-se uma vez por semana, alguns relataram que passam até meses para usar uma lingerie. Ou seja, não é uma condição. É apenas algo momentâneo. Mas todos foram unânimes em dizer que fazem compras de make, de vestidos e de lingeries pela Internet. Eles sempre tem a ‘caixa de surpresas’ guardadas a sete chaves, que só é revelada em certas ocasiões.

BV: Como foi o processo criativo da obra (em quanto tempo escreveu, qual o estilo literário e etc.)?

LC: Escrever um romance de não ficção requer um pouco mais de sensibilidade. Falar de algo tão íntimo, foi desafiador. Troquei muitas ideias com o jornalista e amigo Jefter Guerra, que foi o responsável pela revisão. Me coloquei muitas vezes no lugar de Paula. Conversei inclusive com o outro protagonista, o Guilherme. Demorei cerca de dois meses para concluir. Minha diagramadora, Luciana Santos, foi imprescindível na etapa final. Na capa quis colocar, frente à frente, o homem e a mulher que habitam na personagem.

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