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Exercitar o cérebro de forma contínua pode evitar doenças e elevar qualidade de vida

A informação é baseada em pesquisas e estudos divulgados desde a última segunda-feira (16), em decorrência à Semana Mundial do Cérebro (SMC) 22/03/2015 às 15:18
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O fundador e presidente da escola Supera, Antônio Carlos Guarini Perpétuo. Primeira empresa brasileira dedicada exclusivamente ao desenvolvimento das capacidades do cérebro e à saúde mental
Jéssica Amorim ---

Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde em outubro do ano passado indicou que 33,8% dos brasileiros estão fazendo algum exercício físico, o que indica um crescimento de 12,6% nos últimos cinco anos. Entretanto, estudos feitos no campo das neurociências sugerem que além de uma boa alimentação e prática de atividades físicas, exercitar o cérebro de forma contínua pode elevar a qualidade de vida da população, principalmente a dos idosos, que são mais suscetíveis aos quadros de demência.

Para divulgar essas pesquisas e estudos, desde a última segunda-feira (16) em vários lugares do mundo ocorreu a Brain Awareness Week (BAW), conhecida no Brasil como Semana Mundial do Cérebro (SMC), que acontece todo ano durante o mês de março e que pretende difundir informações sobre a importância do estudo do cérebro e suas potencialidades. Coordenada pela Dana Foundation (Fundação Dana), organização filantrópica privada, a campanha global pretende aproximar o diálogo entre pesquisadores e o público leigo, para que todos possam se beneficiar e se aprofundar nessas descobertas.

No País, os primeiros eventos referentes à BAW aconteceram em 2010 no Rio de Janeiro, por iniciativa de instituições e universidades. Foi somente em 2012, com o apoio da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) que aconteceu oficialmente a primeira Semana Nacional do Cérebro (SNC), e desde então as atividades acontecem anualmente.

Um diferencial deste ano foi que além das palestras, mesas re dondas e exposições que estão ocorrendo em várias universidades do Brasil, a Dana Foundation também entrou em contato com a empresa Supera, primeira empresa brasileira dedicada exclusivamente ao desenvolvimento das capacidades do cérebro e à saúde mental.

De acordo com o fundador e presidente da escola Supera, Antônio Carlos Guarini Perpétuo, o interesse nesses estudos começou quando seu filho Vinícius começou a apresentar dificuldades na escola. “Ele não conseguia se concentrar. E como todo pai procurei as medidas mais comuns para ajudá-lo, mas não faziam efeito. Foi quando conheci o Soroban, que utiliza o ábaco, o instrumento de cálculos japonês que estimula concentração. E comecei a pesquisar no meio da comunidade japonesa, e colhi relatos maravilhosos. Então me dispus a trazer essa metodologia e como não era da área, reuni vários professores e juntos criamos um método, que é o Método Supera”, lembra.

Antônio, que na verdade tem formação em Engenharia Aeronáutica pelo ITA, afirma que em sua empresa o que eles praticam e estimulam é “uma verdadeira ginástica para o cérebro”. Explica ainda que isto é possível porque nosso cérebro é plástico e pode se reintegrar através das células nervosas e seus neurotransmissores. “Toda vez que a gente estimula nosso cérebro com coisas novas, variadas e desafiadoras, a gente ganha desempenho, pois conseguimos novos caminhos”.

O Supera, que existe há 10 anos e possui mais de 100 franquias no país, além de uma em Portugal, costuma oferecer um curso de 18 meses, com uma aula por semana, para pessoas de todas as faixas etárias, a partir dos cinco anos de idade. Nas escolas, os alunos praticam a ginástica cerebral através de exercícios lógicos, dinâmicas em grupo, jogos e a própria prática do ábaco.

Benefícios para todos

Segundo o presidente da Supera, Antônio Perpétuo, o método da escola tem efeitos diferentes dependendo da idade do aluno. Para as crianças, a cognição e concentração são aguçadas desde cedo, os jovens também melhoram seu desempenho na escola e conseguem apresentar melhoras na redução de estresse, além de todos se sentirem mais autoconfiantes. Já para os da terceira idade, as consequências são ainda mais definitivas. “À medida que vamos envelhecendo, alguns ‘circuitos’ do nosso cérebro vão sendo desligados, é normal, mas se você praticar a ginástica e desenvolver a reserva cognitiva, você não sente os efeitos práticos desse desligamento. Isso é importante na terceira idade porque reduz a idade de degeneração do nosso cérebro, posterga o aparecimento dos sintomas de 5 a 20 anos”, explica Antônio. A reserva cognitiva consiste na capacidade do cérebro de armazenar por mais tempo habilidades adquiridas ao longo da vida.

A aposentada Mirna Sara, 73 anos, fez o curso de 18 meses na franquia Supera em Boa Vista e garante que apresentou uma melhora considerável. “Uns dois anos atrás eu comecei a sentir dificuldade para lembrar das coisas, estava ficando esquecida. Minha filha encontrou o Supera e meu marido fez a matrícula para mim e para ele”.

Dona Mirna diz ainda que apesar das dificuldades para fazer as atividades, ficou feliz em exercitar o cérebro e retardar os sintomas de Alzheimer. “Estou completando 74 anos e meu marido 80, e eles passavam atividades que desacomodavam o cérebro mesmo. O ábaco era o mais diferente para mim, mas eu gostei de me sentir desafiada. Na minha família, por parte de pai, o Alzheimer é um mal presente, então eu sempre quis ficar cuidando e acho que esse desafio foi uma grande ajuda”.

Em Manaus, ainda não existe uma franquia da escola Supera, mas Antônio garantiu que ainda esse ano inaugurará uma aqui.

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