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ARTES PLÁSTICAS

Exposição coletiva reúne mais de 200 obras no Complexo Turístico da Ponta Negra

Realizado pelo Concultura e parceiros, evento acontece entre os dias 22 e 24 de setembro, a partir das 17h 22/09/2016 às 05:00
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Selma Maia/Divulgação
Rosiel Mendonça Manaus

Cerca de 40 artistas da pintura, fotografia, grafite e outras manifestações têm participação confirmada na mostra “Manaus das Artes”, que ocupará o Complexo Turístico da Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, entre os dias 22 e 24 de setembro, a partir das 17h. Em sua primeira edição, o evento vai homenagear os 347 anos da cidade, comemorados no próximo mês, reunindo mais de 200 obras de várias gerações que ajudam a traçar um panorama das artes visuais amazonenses.

Quem está à frente da coordenação da mostra é a artista plástica Rosa dos Anjos, representante do setor no Conselho Municipal de Política Cultural (Concultura). Ela afirma que a iniciativa vem para aproximar população e artistas, além de fomentar a economia criativa. “Vários artistas possuem bons materiais sobre a capital do Amazonas e todos terão vez na exposição. Este é um pontapé para as festividades do aniversário da cidade”.

A fotógrafa Gisele Alfaia é uma das participantes e prepara uma seleção de dez imagens do seu acervo mais recente para a exposição. “Não há uma curadoria específica, cada fotógrafo ficou responsável por selecionar o seu material”, explica ela, que raramente é vista em exposições coletivas. 

“Para mim foi difícil escolher só dez fotos, mas tentei fazer um apanhado que remetesse à cidade, o motivo dessa festa. A maioria das imagens é inédita e esta é a primeira vez que elas saem do mundo virtual”, completa a fotógrafa, usuária assídua do Instagram. “Como sou de uma linha menos urbana, escolhi alguns registros que mostrem Manaus de um ponto de vista diferente, a partir do rio”.

Iniciativa
Rosa dos Anjos conta que vem amadurecendo a ideia de uma exposição na Ponta Negra desde que o complexo turístico foi reinaugurado, mas só agora conseguiu colocá-la em prática, com o apoio da Prefeitura, Icbeu e Setrab. 

“O local não tinha nenhum atrativo voltado para artes visuais. Quando fui eleita conselheira do Concultura, decidi fazer algo a respeito. Há um ano trabalhamos ideias e formas de como aproximar as pessoas da cultura, segmento tão importante na vida de uma cidade”, diz.

Segundo ela, um dos precursores da exposição é o projeto “Pintura ao vivo no Largo”, que completa dois anos neste mês de setembro. Promovido pela Associação de Cultura do Estado do Amazonas (Aceam), o evento convida artistas de vários segmentos para exporem e realizarem seus trabalhos no Largo São Sebastião, transformado em um grande ateliê.

“Isso demonstra a necessidade de investimentos para a cultura. Junto com o turismo, a economia da cultura pode dar um retorno real para a cidade, criando oportunidades no circuito tanto da capital quanto do interior, e também fora daqui”.

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Há 50 anos, a Ponta Negra também dava lugar à III Feira de Artes Plásticas, realizada pelo Clube da Madrugada. A exposição contou com cerca de 100 trabalhos de artistas locais. Na época, os jovens cineastas Felipe Lindoso, Raimundo Feitosa e Roberto Kahane fizeram um registro em cores do evento. Batizado de “Plástica e Movimento”, o documentário foi selecionado para I Festival de Cinema Amador do Amazonas, no mesmo ano.

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