Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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HOMENAGEM

Exposição sobre Dom Quixote terá peças da coleção particular de José Seráfico

Mostra dedicada à obra de Miguel de Cervantes marca as comemorações do Dia Internacional do Livro


12/04/2017 às 13:15

Em 2002, escritores de diferentes nacionalidades foram convocados para eleger a maior obra de ficção da literatura mundial. Com ampla margem de votos, o título foi dado à novela “Dom Quixote”, do espanhol Miguel de Cervantes, que narra as aventuras de um cavaleiro perdido entre a realidade e a fantasia. Agora, o livro do século 17 será tema de uma exposição no Paço da Liberdade, Centro Histórico de Manaus, onde ficará em cartaz entre 17 de abril e 19 de maio. A atividade faz parte das comemorações pelo Dia Internacional do Livro, celebrado no próximo dia 23, e também vai contar com palestras e seminários.

O destaque da mostra vai para as peças do acervo do professor José Seráfico, que há 30 anos coleciona itens relacionados ao “cavaleiro da triste figura” – como o personagem-título também é descrito no livro. Na coleção, estão reunidas cerca de 70 imagens de Dom Quixote, que ora aparece sozinho, ora acompanhado por seu fiel escudeiro Sancho Pança. 

Na “galeria” criada num dos corredores da casa do professor, há peças de todos os tamanhos, materiais e procedências, como explica Seráfico. “A menor de todas é uma feita de palito de dente, comprada em Santiago do Chile, mas comprei muitas no Brasil mesmo. Tem de origami, alumínio, azulejo, talheres e maior delas tem uns 80 centímetros e é feita de peças de uma máquina de escrever”.

Leitura

O clássico de Miguel de Cervantes caiu pela primeira vez nas mãos do professor durante a adolescência, talvez tomado de empréstimo de um dos tios dele, que também tinham o hábito da leitura. “Desde que li fiquei impressionado com a personagem e os valores que ele tentava disseminar. Depois disso, comprei o primeiro Dom Quixote no início da década de 80, numa loja do Rio de Janeiro, e veio a vontade de colecionar”, relembra ele. 

Desde então, Seráfico releu o livro incontáveis vezes – a mais recente foi quando ele acertou o empréstimo parte da sua coleção para a mostra no Paço. “Em 2011 lancei um livro chamado ‘Bússolas’, que reúne quatro ensaios dedicados às ‘agulhas’ da minha bússola: duas personagens históricas (Jesus Cristo e Che Guevara) e duas da literatura (Carlitos e Dom Quixote). No ensaio, mostro Dom Quixote como representante dos valores humanos mais altos, como o sonho, a utopia e a luta contra a injustiça”.

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Valores desaparecidos

Por conta da exposição, esta será a primeira vez que os Dom Quixotes de Seráfico deixarão a casa do professor. “Ultimamente estou selecionando um pouco, não compro mais qualquer peça. Os amigos que me conhecem até evitam me presentear para não dar alguma peça repetida”, diz o colecionador.

Segundo ele, a figura do cavaleiro é muito comum em feirinhas de todos os cantos. “Em toda cidade que chego costumo procurar, mas noto que a cada dia ele vai ficando mais raro à medida que o quadro de valores defendidos pela personagem também desaparece. A sociedade está apodrecendo de tal maneira que está mais para Sancho Pança do que para Dom Quixote”.


(Curadoria da exposição é de Óscar Ramos)

Outras atividades

A programação em homenagem ao Dia Internacional do Livro continua na terça (18) e na quinta-feira (20), com um circuito de palestras. Na terça-feira, haverá uma palestra com o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Saturnino Valladares, sobre a obra “Dom Quixote”, e ainda a leitura dramatizada da obra de Miguel de Cervantes e de poesias feitas por acadêmicos de Letras da Ufam. O evento será realizado de 9h às 12h, no Café Teatro (av. Sete de Setembro, ao lado do Basa).

Já na quinta-feira, também no Café Teatro, será realizado um seminário sobre “Cervantes e sua obra” com os professores e escritores José Seráfico, Márcio Souza, Saturnino Valladares, Wagner Teixeira e Luiz Souza.

Serviço

o quê: Exposição “Dom Quixote – Sonhando o sonho impossível”
quando: De 17 de abril a 19 de maio; segunda a sexta, de 9h às 16h30; sábados, de 9h às 12h30
onde: Paço da Liberdade (rua Gabriel Salgado, s/n, Centro), em frente à Praça Dom Pedro II
quanto: Acesso gratuito

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