Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
MÚSICA

Fábrica de hits: Tropkillaz fala sobre nova parceria com Anitta

Após o sucesso de “Vai Malandra” em 2018, duo de DJs Tropkillaz recruta novamente a cantora para dar vida ao dançante e trilíngue "Bola Rebola"



12/03/2019 às 16:08

O carnaval chegou ao fim, mas não sem antes coroar seu grande hit. Pelo segundo ano consecutivo, o duo de DJs Tropkillaz viu seu trabalho alcançar o disputado posto após emplacar em 2018 o sucesso “Vai Malandra”, ao lado de Anitta, Mc Zaac e o rapper norte-americano Maejor. Este ano, a dupla repetiu a parceria com os funkeiros, desta vez recrutando o colombiano J Balvin para dar vida a dançante e trilíngue “Bola Rebola”.

A música, lançada no último dia 22, chegou às vésperas da folia e logo de cara disse a que veio. Trazendo um funk com influências do reggaeton e até mesmo de sonoridades orientais - como o uso do hichiriki, flauta de origem chinesa, durante toda a música - Laudz e Zegon, nomes por trás do Tropkillaz, sintetizam bem a mistura de ritmos e idiomas que regem a música mais tocada no Carnaval brasileiro, segundo dados do Spotify. Em entrevista ao BEM VIVER, eles revelam os segredos e desafios por trás da criação do hit.



”Bola Rebola” marca mais um capítulo na parceria do Tropkillaz com a Anitta e o MC Zaac. Quais foram as diferenças entre o trabalho agora e o feito em “Vai Malandra” no último ano? 

Zegon: Em “Bola Rebola”, nós participamos de todas as etapas e a Anitta começou a fazer parte quando a música já estava encaminhada. Enquanto em “Vai Malandra”, Anitta nos convidou e nós ficamos responsáveis por criar a parte do rap, o arranjo, dar uma unidade para batida e a mixagem.
 
Na música vocês optam por misturar os idiomas nos mesmos versos ao invés de fazerem uma parte em português, uma em inglês e outra espanhol. Por que isso?

Zegon: Quando o Zaac escreveu o refrão, ele já misturava português e inglês. Nós acreditamos e seguimos essa linha. O ponto principal foi fazer uma música que funcionasse em vários territórios, que representasse todas as Américas.

Laudz: Apesar de tanta mistura, a letra da música tem uma unidade, assim como a batida também. E nós gostamos do resultado. 

Analisando os números de “Vai Malandra” fora do país e vindo agora com “Bola Rebola” que ultrapassa essa barreira do idioma, dá pra dizer que vocês estão cada vez mais inseridos no mercado gringo. Qual a receita pra conquistar os fãs internacionais?

Zegon: Por incrível que pareça, nosso caminho acabou sendo ao contrário. Fizemos muitas tours na Europa, EUA, Ásia e Oceania antes de estourar no Brasil. Há 3 anos, mais de 80% dos nossos fãs não eram brasileiros. É muito bom ter esse reconhecimento internacional, mas reconhecimento em casa também é muito importante. 

Laudz: Resolvemos focar nisso e, nos últimos dois anos, estamos fazendo mais shows no Brasil. De qualquer maneira, é louco como a nossa brasilidade e nosso estilo abriram portas no resto do mundo antes mesmo de abrir em casa.

O Tropkillaz se consolidou com um trap bem autêntico, um público fortemente fã de música eletrônica e de uns tempos pra cá tem mergulhado também no funk. Como é para vocês essa questão de diversificar estilos? Existe alguma dificuldade ou peculiaridade na hora de sair do eletrônico para produzir um funk?

Zegon: Não tem dificuldade. Em termos de mixagem, a batida do funk é da família do Electro Bass e, com certeza, faz parte da música eletrônica. Não gostamos de rótulos, acreditamos que existem apenas dois estilos: música boa e música ruim.

Laudz: Além disso, não gostamos de seguir fórmula ou de fazer mais do mesmo. A gente gosta de criar, de fazer algo diferente e, às vezes, até estranho. A batida principal de “Bola Rebola”, por exemplo, foi criada a partir de um som estranho de uma flauta chinesa que eu achei quando pesquisava sobre timbre .

Me contem um pouco sobre como foi o processo de criação da música e também a experiência em trabalhar com mais de um artista de diferentes lugares.

Zegon: Tudo começou após “Vai Malandra”. Nós já tínhamos feito o beat principal da música e o Mc Zaac nos encontrou no nosso estúdio, conversamos e começamos a escrever a letra em cima. Depois, continuamos a escrever. Fizemos a parte em inglês em uma viagem para Los Angeles. 

Laudz: Percebemos que seria bacana ter uma parceria internacional, mas ainda não sabíamos quem poderia ser.  Um dia, de forma despretensiosa, mostramos algumas músicas para a Anitta e ela curtiu “Bola Rebola”. Depois, o J Balvin também entrou no jogo. Estamos muito felizes com o resultado final e com a receptividade do público.

Quais os próximos passos do Tropkillaz este ano? 

Zegon: Estamos preparando alguns lançamentos para o futuro.

Laudz: Temos singles em parceria com artistas internacionais e nacionais vindo aí muito em breve.


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