Quinta-feira, 09 de Julho de 2020
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Fafá de Belém homenageia o amor com sucessos de novelas

Cantora fará seu primeiro show online no próximo dia 13 com repertório composto apenas por canções trilhas de folhetins



faf__abre_024F45D5-FC31-4562-968B-910A88775C0D.jpg Data foi escolhida também como forma de celebrar o dia de Santo Antônio (Foto: Divulgação)
01/06/2020 às 16:04

O ano era 1975. Os olhos de todo o país se voltavam para a tela da recém-chegada TV a cores, sempre às 22h, para assistir a novela global Gabriela. A história da jovem oriunda do sertão baiano foi um marco para a teledramaturgia do país e o sucesso não se limitou apenas aos rostos que se viam ali. Permeando ao fundo de seus 135 capítulos, uma voz feminina, afinada, doce - e até então desconhecida - cantava versos que diziam “Inda sou menina/Mas já sei amar”.

A música, “Filho da Bahia”, composta e gravada especialmente para o folhetim, projetou o nome de Fafá de Belém de terras paraenses para todo o Brasil. Desde então, a relação da cantora com as novelas se afunilou. Em 45 anos de carreira, foram mais de cinquenta temas gravados.



Para celebrar a relação e de quebra fazer uma homenagem aos apaixonados, Fafá realizará no próximo dia 13 de junho sua primeira live, um show íntimo somente com temas românticos de novelas que marcaram época, que será transmitido pelo canal da cantora no YouTube e pela ClaroTV. O horário ainda não foi divulgado.

O show tem previsão de 2h de duração. O repertório incluirá canções como “Coração do Agreste” (novela Tieta), “Filho da Bahia” (novela Gabriela), “Sereia” (Especial Plunct Plact Zoom), “Foi Assim” e “Nuvem de Lágrimas”. E de outros artistas, por exemplo “Dona” do Roupa Nova (Novela Roque Santeiro) e “Aguenta Coração” do José Augusto (Bebê à Bordo).

“Eu tenho mais de 50 trilhas de novela, então essa live é uma visita a minha carreira. Nós temos os clássicos, mas estou começando a ensaiar e de repente chegam canções pelo fã clube ou sugestões na internet que eu nem lembrava. Estamos trabalhando para que um número grande dessas trilhas todas, de personagens emblemáticos, sejam contempladas”, diz Fafá.

Está será a primeira vez que a cantora paraense de descendência portuguesa se apresenta no formato de transmissão online que se tornou tendência nos últimos meses. A decisão, porém, esbarrou em algumas inseguranças quanto a questões relacionadas a proteção e outros cuidados durante a pandemia.

“Eu relutei muito em fazer live cantada, porque a gente tem que respeitar mesmo as recomendações. Eu vi muitas lives acontecendo, com muita gente. Depois da Mariana, minha filha, trabalhar muito em cima dela, e alguns amigos também, eu topei. Mas disse que queria fazer algo simples”, explica.

A data, 13 de junho, também foi escolhida a dedo. Devota de Santo Antônio, o santo casamenteiro, Fafá diz querer aproveitar o passeio pelos clássicos românticos que embalaram as novelas para celebrar o dia do santo e fazer uma homenagem ao amor, e diz que não medirá esforços para que o público se emocione e perca a vergonha de falar sobre o sentimento.

“Com o amor não tem crise, ele que soluciona, que apazigua, é o que nos une. O amor incondicional é aquele que consegue aceitar o outro, que não tolera ordem e nem o ódio. (A live) é para se emocionar mesmo, eu não quero meio de caminho. É uma live para mandar recado apaixonado”, brinca.

Três perguntas

- O que o público pode esperar da tua apresentação online no próximo dia 13 de junho?

Vai ser um momento da gente comemorar Santo Antônio, um momento de refresco, de lembranças de músicas que fazem parte da nossa vida. Da minha parte será um agradecimento ao Brasil por tanto tempo de parceria, falando da gente.

- Ao longo da tua carreira, muitas canções na tua voz fizeram parte de trilhas sonoras de folhetins inesquecíveis. Qual a importância dessas novelas pra tua história como cantora?

A Fafá de Belém cantora nasce em uma trilha de novela, Gabriela, cantando Filho da Bahia. Eu faço parte de um tempo em que uma trilha de novela decidia o nosso ano. Nesse momento que a gente tá recolhido em casa, revirando memórias e saudades, sem muito abraço e sem poder estar junto, eu quero que a gente se abrace em torno de canções, de personagens, de folhetins que fazem parte da nossa vida.

- Por que homenagear o amor?

Nesse momento o Brasil precisa se abraçar em torno dessa energia positiva. Tem muita gente disputando protagonismo com vírus e só uma relação de muito amor pode fazer com que a gente se abrace pelo melhor e pelo outro. O amor é o que mantém a gente viva.

Repórter de A Crítica

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