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Fagner comemora aniversário de 40 anos com show em Manaus

Cantor celebra quatro décadas de carreira ao lado do público manauara e afirma preparar show “repleto de identidade” 03/04/2014 às 10:28
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Atividades para 2014 estão a todo o vapor: Fagner soma dois novos discos e parcerias
Laynna Feitoza ---

Em meados dos anos 70, Fagner fazia o seu primeiro show em Manaus, mais precisamente no Teatro Amazonas. A época culminou com o lançamento dos primeiros discos de sua carreira e com a imensa vontade de tocar em um dos maiores templos artísticos do País. “Tocar no Teatro daqui era uma atração para qualquer artista”, relembra o cantor, sob ares de nostalgia. O show tinha como primeira intenção ser oferecido a um preço popular. “Mas não foi isso que aconteceu. Cobraram muito caro pelo evento”, pondera o artista.

No salão do Teatro, algumas poucas pessoas. Do lado de fora do espaço, uma grande massa, composta por um público “muito universitário” - assim classifica ele – aguardava para vê-lo. O show para o público seleto do Teatro aconteceu, seguido por um bônus em plena sacada do local, acompanhado apenas por uma caixa de som e seu bom parceiro, Robertinho de Recife. “Refizemos o show para o público que não tinha tantas condições e que realmente deveria estar ali. Isso foi minha entrada marcante no Norte”, relembra.

Depois do hiato de quatro anos sem shows na capital amazonense, Fagner está às vésperas de protagonizar um espetáculo “repleto de identidade” em meio ao ode dos seus 40 anos de carreira hoje (03), a partir das 22h, no projeto “Rio Samba Show”, que acontece no Dulcila Festas e Convenções (localizado na Ponta Negra). “Cada região possui uma identidade diferente, e nós nos adequados a esse público que estamos reencontrando. Aqui tem uma identidade norte-nordestina muito forte, e a gente procura se conectar com esse tipo de público”, aponta.

Segundo ele, o repertório de no mínimo 10 canções deve ser um pouco mais “balada” – mas com um toque do Nordeste - e irá unir sucessos como “Borbulhas de Amor”, “Canteiros”, “Deslizes”, “Pedras Que Cantam”, “Mucuripe” e “Espumas ao Vento”, além de músicas não tão exploradas em shows e outras inéditas.

Sem cessar

As atividades em comemoração aos 40 anos de carreira do artista estão a todo o vapor: em abril será lançado pela Sony o álbum “Pássaros Urbanos”, selado com diversas parcerias entre Fausto Nilo, Zeca Baleiro e Michael Sullivan. Além da música “Revelação”, tida por Fagner como a mais intensa e emocionante do novo disco, ele trabalha na faixa “Se o amor vier”, produzida por Michael, e mais duas regravações: uma da canção “No Ceará é assim”, gravada por Fagner há 20 anos e revisitada por ele em clima turístico, por conta da Copa; e “Paralelas” de Belchior. “São músicas que canto há muitos anos. A primeira regravei, por exemplo, de um modo ‘pra cima’, por conta da minha forte relação com futebol”, diz o cantor.

Fagner adianta que em breve deve entrar nos estúdios com o cantor Zé Ramalho, a quem ele se refere como “cumpadre”. A ideia, segundo ele, é gravar um disco – ainda sem nome - e um DVD, em uma espécie de mescla de sucessos dos dois artistas, cujas gravações devem iniciar daqui a um mês. “O Zé está buscando muitas canções de sucesso e eu tô querendo umas músicas mais lado B da gente, algumas que não tiveram esse sucesso todo. Mas acredito que possamos trazer mais para esse lado, porque nós somos duas figuras do Nordeste que não param de trabalhar, que vivem sempre nos palcos”, comenta ele, lembrando as demais atividades. “Estou fechando dois projetos com o maestro João Carlos Martins, da Orquestra Sinfônica de São Paulo, e também pela Jazz Orquestra de São Paulo, onde eles irão refazer em concerto o meu disco ‘Orós’. Este é um ano em que de fato comemoro meus 40 anos de carreira: cheio de atividades e criatividade”, coloca o artista.

Sobre o cenário da música brasileira atual, Fagner elogia cantoras como Céu e Roberta Sá, mas diz que a música nativa deu uma “afundada”. “Acho que a música brasileira precisa se soltar mais. Nossa música possui esse tom de exaltação. As rádios estão muito em cima de um tipo de música que não exprime totalmente o sentimento brasileiro, que é uma canção poeticamente mais solta. Faço essa crítica porque percebo todo mundo igual. Falta mais expressão e atitude”, encerra ele.

Serviço

O quê: Show do Fagner pelo projeto “Rio Samba Show”

Iingressos e infos: (92) 9122-5360 ou 3236-6506.

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