Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
Fraternal

Família do Natal de A CRÍTICA reúne, pela primeira vez, os quase 150 membros

O VIDA & ESTILO conta as histórias natalinas da doce e numerosa família de Robério Braga (Fotos: Euzivaldo Queiroz)



25/12/2016 às 16:25

Das memórias natalinas que rondam a mente do secretário de cultura do Amazonas, Robério Braga, a infância regada à afetuosidade dos pais, Lourenço Braga e Sebastiana Braga, imperava ante qualquer adversidade. “Nossos pais eram pobres. Meu pai era marinheiro e minha mãe era professora primária”, diz ele, o caçula dos seis filhos do segundo casamento de seu pai. 

“Me lembro bem que fazíamos árvores de Natal enrolando algodão nos galhos de árvore para imitar a neve. Era um galho de árvore seco com as bolas, que se caíssem, quebravam. Então amarrar as bolas era um exercício e fazíamos isso na maior alegria do mundo”, recorda ele. A arte e educação sempre foram o baluarte na vida da família – talvez o maior legado que Lourenço e Sebastiana deixaram aos seis filhos. Por isso, nada lhes faltava.

“Mesmo com todas as dificuldades, havia presente para todos. Era um jogo de varetas, ou uma bola, um patinete, bicicleta... e independente disso, nós também fabricávamos os brinquedos. O time de caroço de botão de tucumã, o carrinho de lata de leite com areia, ou carrinhos de caminhões de madeira”, diz Robério. 

Como dirigente da Cultura no Estado, a família de Robério também bebe do mesmo cálice. “Todos os meus irmãos tocam algum instrumento, seja violão, violino, bandolim, piano... e eu fui para o teatro. Nossos filhos e sobrinhos também são envolvidos nas artes”, destaca Robério. 

Dos nove filhos dos dois casamentos de Lourenço, apenas seis estão vivos. Com a primeira esposa, Isabel Braga, Lourenço teve três filhos, e com a segunda, Sebastiana, teve seis. No último fim de semana, a família Braga conseguiu um feito incrível: reuniu, pela primeira vez, os quase 150 membros da família, em um café da manhã unindo os filhos, os netos, os bisnetos e até trinetos de seu Lourenço, em uma celebração prévia de Natal. 

Lembranças

(Da esq. para dir.: Robério, Lourenço, Altamir, Maria Justina, José e João Braga: os seis irmãos)

Em meio à confraternização, que teve direito à música e ao lançamento do livro “Paizão: a vida de Lourenço da Silva Braga”, que homenageia o patriarca da família, os seis filhos de Lourenço sentaram-se em uma mesa redonda para relembrar os primeiros Natais de suas vidas. “Sempre gostei de arrumação, organizávamos tudo no Natal”, disse Maria Justina Braga, irmã de Robério.

O primeiro salário de Justina como professora, inclusive, foi para dar uma bicicleta à Robério no Natal, por ser o irmão caçula criança, à época. “Fiquei logo endividada (risos)”, salienta Justina. José Braga, outro irmão, declara que a família era humilde, mas que o espírito natalino estava sempre presente. “Tínhamos sempre uma arvorezinha pequena sobre a mesa. Uma ceia pequena também. Havia a oração e o abraço”, complementa.

Nos Natais da família, a tradição de presentear jamais se perdeu. “Ainda que fosse só um jogo de varetas, sempre tínhamos presentes. Acordávamos e eles estavam lá, embaixo das redes de cada um”, completa Lourenço Braga, um dos cinco irmãos de Robério – e que leva o nome do pai. 

Dever cumprido

Antes daquela grande confraternização, eles só conseguiam reunir a família nas festas de Natal para as crianças necessitadas, na Fundação Lourenço Braga, quando a mãe, Sebastiana, ainda estava viva. 

“Essa é a nossa primeira grande reunião com todos juntos”, afirma o secretário de cultura. E os seis irmãos riam de alegria por estar ali, diante dos filhos e netos que geraram, certos de que cumpriram o desejo de Lourenço e Sebastiana: de fazer os descendentes alcançarem êxito nas artes, na educação, e na vida.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.