Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
Vida

FAO: Soprano Olga Sergeyeva dedica carreira a Wagner

Olga segue rompendo novas fronteiras do “planeta” Wagner, estreando no Brasil e em Manaus, no XVII Festival Amazonas de Ópera (FAO), no papel na íntegra de Kundry, da última e talvez mais reflexiva obra wagneriana, “Parsifal”



1.jpg “Cantar Wagner em Manaus, em especial ‘Parsifal’, uma ópera complicada e complexa, representa que o festival tem um nível muito alto, o que se vê também na escolha do elenco, dos solistas, na direção", explica Olga
15/05/2013 às 10:19

A música do compositor alemão Richard Wagner abriu os horizontes do planeta wagneriano para a soprano russa Olga Sergeyeva, e foi amor à primeira estreia, no papel de Brünnhilde, na ópera “Die Walküre”, tendo a artista ao seu lado o tenor Plácido Domingo como Siegmund, com regência do maestro titular do Teatro de Mariinsky, Valery Gergiev. Isso foi em 2004, no Metropolitan Opera de Nova York.

Quase 10 anos depois, agora conduzida pelo maestro Luiz Fernando Malheiro, Olga segue rompendo novas fronteiras do “planeta” Wagner, estreando no Brasil e em Manaus, no XVII Festival Amazonas de Ópera (FAO), no papel na íntegra de Kundry, da última e talvez mais reflexiva obra wagneriana, “Parsifal”, que terá sua primeira apresentação no Teatro Amazonas, dia 16 de maio, às 18h.

O FAO é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura, com patrocínio do Bradesco. Os ingressos para a ópera, que será reapresentada no sábado, estão à venda na bilheteria do Teatro Amazonas.

“Foi com Wagner que iniciei minha carreira, é a minha vida. Agradeço ao maestro Gergiev, que abriu para mim um planeta novo com o trabalho musical do alemão”, explicou a artista russa, que se apresentou duas vezes no México com o papel, cantando trechos da peça, tendo estudado muito sobre Kundry.

“Cantar Wagner em Manaus, em especial ‘Parsifal’, uma ópera complicada e complexa, representa que o festival tem um nível muito alto, o que se vê também na escolha do elenco, dos solistas, na direção. É tudo bastante profissional e estou muito contente de participar do FAO. Há algum tempo ouvia falar do festival do Amazonas e agradeço a Malheiro pelo convite e por estar aqui este ano”, fala a soprano.

O repertório experiente em Wagner, que inclui os papéis de Isolda (Tristan und Isolde), Senta (Der Fliegende Holländer), Kundry (Parsifal), e Brünnhilde (Die Walküre, Siegfried e Götterdämmerung), ajudam a diminuir as dificuldades vocais para “Parsifal”. Olga também conta com o apoio do diretor cênico, o mexicano Sergio Vela, com quem trabalha pela segunda vez.

História de Parsifal

A eterna busca pela lança que feriu Jesus na cruz e o Santo Graal, cálice sagrado usado na última ceia, e tudo o que estas relíquias cristãs representam, são ponto de partida para Parsifal, ópera considerada a obra-prima do compositor alemão Richard Wagner, que ganha montagem contemporânea dividida em três atos, dois intervalos e duração total de cinco horas na 17ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO).


A obra conta a história do jovem e puro Parsifal que, da existência inocente, livre de culpas e despojado de qualquer maldade, precisa amadurecer e conhecer todas as facetas da humanidade antes de salvar o rei Amfortas das investidas de Klingsor e Kundry e tornar-se o rei do Santo Graal.

Wagner levou 25 anos para concluir o trabalho que estreou julho de 1882 sendo regida pelo próprio compositor que levou a plateia ao delírio. Foi sua última ópera e ele morreu poucos meses depois da gloriosa estreia.

A montagem que será encenada no FAO tem como destaques nos papéis principais o baixo-barítono Noé Colin (Amfortas), o tenor Michael Hendrick (Parsifal), o baixo Oscar Velazquez (Klingsor) e a soprano Olga Sergeyeva no papel de Kundry. Também conta com a participação de Enrique Bravo (1º Cavaleiro do Graal), Rafael Lima (2º Cavaleiro do Graal) e Michele Menezes, Denise de Freitas, Flávio Leite e Cleyton Pulzi, como escudeiros.

O Corpo de Dança do Amazonas e o Coral do Amazonas, ambos coordenados pela Secretaria Estadual de Cultura fazem parte do espetáculo, que tem ainda a Amazonas Filarmônica e direção musical e regência de Luiz Fernando Malheiro, direção cênica, cenografia e iluminação de Sérgio Vela, figurinos de Violeta Rojas, coreografia de Ruby Tagle e colaboração cenográfica e de iluminação de Ivan Cervantes, do Fundo Nacional para a Cultura e Artes na Companhia Nacional de Teatro do México.

Perfil: Olga Sergeyeva

Estudou  na Academia Musical Russa (Moscou). Estreou no Teatro Bolshoi (Moscou), como “Aida”, na ópera homônima (2000).  Desde 2000 tem sido solista com a Companhia de Ópera Mariinsky. Ela é a principal solista da companhia para o repertório wagneriano e de Richard Strauss.

A soprano já participou de festivais de música em Baden-Baden, Ravello, Paris, Madri, Tóquio, México, Los Angeles, Edimburgo, Munique, Tel Aviv, Londres, Manchester (BBC-bailes), Seul, Hong Kong, Moscou, bem como colaborou com as orquestras Sinfônica de Londres, de Paris, Filarmônica de Munique e Sinfônica da Cidade de Moscou.

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