Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
Vida

Festa da Ciranda espera mais de 40 mil visitantes em Manacapuru

Festival em Manacapuru começa nesta sexta (30) com a apresentação da Ciranda Flor Matizada



1.jpg Festival de Cirandas de Manacapuru abre nesta sexta (30) no Parque do Ingá, e vai até domingo (1º) com a apresentação dos grupos Flor Matizada, Guerreiros Mura e Tradicional
30/08/2013 às 07:21

Com a expectativa de conquistar cada vez mais espaço no cenário nacional – e internacional – o Festival de Cirandas de Manacapuru (a 84 quilometros de Manaus) inicia nesta sexta-feira (30) a 17ª edição da festa que é o segunda maior comemoração folclórica do Amazonas.

As apostas dos organizadores para o crescimento da festa esta em dois fatores: a construção da Ponte Rio Negro, que começou a surtir efeito desde o ano passado, quando o festival “ estreou” a estrutura, e na transmissão ao vivo pela Rede Calderaro de Comunicação (RCC).

Representantes das cirandas Flor Matizada, Guerreiros Mura e Tradicional são unanimes em afirmar que esse pode ser o “up grade” para fazer com que o festival chegue a maturidade. Tanto que contam com a promessa do Governo do Estado de construção de um novo cirandódromo, este com galpões exclusivos para cada uma das cirandas no entorno.

Histórico
Atualmente, a disputa, feita em três noites, acontece no Parque do Ingá, na região central da cidade. O local foi inaugurado em 1997 e foi o marco que deu inicio ao 1º festival com a escolha de uma ciranda campeã. Antes disso, as apresentações não tinham o caráter competitivo e eram feitas em um tablado improvisado. De lá pra cá o festival tomou corpo e hoje, a estrutura que tem capacidade para 20 mil pessoas, não comporta mais o publico. Somente de fora do município, são esperadas 40 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar.

Para o presidente da Flor Matizada, Alexandre Queiroz, o festival tende a crescer cada vez mais, uma vez que as próprias cirandas ampliaram a organização delas. Ano passado, o repasse feito pelo Governo do Estado a cada uma das concorrente foi em torno de R$ 450 mil. Este ano, o valor gira em torno de R$ 600 para cada uma. “Estamos plenamente preparados para assumir este papel. Trata-se de uma manifestação folclórica única”.

E Alexandre tem razão. O regulamento, por exemplo, é votado e aprovado a cada ano. A partir do ano que vem um novo item sera incluso no julgamento das notas: a princesa cirandeira, uma espécie de cunhã-poranga da brincadeira.

Na Guerreiros Mura, o artista Carlos Picanzo, que também trabalha na festa de Parintins, é enfático ao afirmar: “É um festival jovem, ainda esta em fase de amadurecimento. Em pouco tempo vai alcançar a mesma projeção que Parintins tem hoje”. Só ele tem 15 anos de experiência no festival da Ilha Tupinambarana.

O paraense Helton Campos muda-se para Manacapuru todos os anos para cuidar da apresentação da ciranda Tradicional. Ele acredita no potencial folclórico da festa que, na avaliação dele, tem características híbridas. “O ritmo é diferenciado, a apresentação é feita em cenários e todo assunto é tratado sob a perspectiva regional, mas com forma extremamente luxuosa”, disse o artista.

Ordem de apresentaçãoQuem abre a noite hoje é a Flor Matizada, que este ano vai trabalhar o tema “Um canto da Africa no coração da Amazonia”. Amanhã será a vez da Guerreiros Mura ocupar o Cirandodromo com as enormes alegorias que vao criar a “A fantástica jornada de um guerreiro apaixonado”. Encerrando o festival, domingo, a ciranda Tradicional vai contar a lenda indígena aripuana “Nos mistérios e encantos das aguas de barranco do rio Manacapuru”.

Até os anos a ciranda era mais conhecida como uma manifestação folclórica do município de Tefé, no Médio Solimões. A chegada dela em Manacapuru se deu pelas mãos do professor José Silvestre do Nascimento Souza e posteriormente a professora Maria do Perpétuo Socorro Oliveira, que iniciaram pequenos festivais em escolas públicas de Manacapuru.

Trechos da estrada exigirão cuidados
A duplicação da rodovia Manoel Urbano (AM-070) é outra aposta dos organizadores do Festival de Cirandas para alavancar o numero de visitantes a partir do ano que vem. Este ano, a estrada conta com pelo menos dois trechos críticos em que acumula muita poeira das obras e pode atrapalhar a visibilidade dos motoristas, principalmente a noite: entre os kms 4 e 6 e entre kms 8 e 12.

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM) promete realizar ações de educação e fiscalização de trânsito com a ajuda de policiais do Batalhão de Trânsito, fiscais do Instituto Municipal de Trânsito de Manacapuru (Imtram) e da Agencia Reguladora de Serviços Públicos do Estado do Amazonas (Arsam), que vai fiscalizar e coibir abusos no trânsito e no transporte de passageiros, a partir de hoje, ao longo de toda a rodovia. Além disso, a ficalização vai se estender também à sede do município.

“O nosso proposito é garantir que o festival ocorra sem registro de acidentes. E para atingir esse objetivo estaremos atuando nas vias de acesso ao Parque do Ingá em Manacapuru e também na saída da ponte Rio Negro e ao longo da rodovia, pela manhã com ações educativas e no restante do dia e a noite, agindo com rigor na fiscalização do cumprimento da Lei Seca e de todos os itens da legislação de trânsito”, afirma o diretor-presidente do Detran-AM, Leonel Feitoza.

De acordo com Leonel, o trabalho conta com o apoio da prefeitura de Manacapuru que fornecerá pessoal e também veículos para dar suporte a ação.

Personagens do folguedo popular
Manelinho: Faz menção a um viajante originário de Pernambuco que, entre um e outro gole de cachaça, divertia a todos com os relatos de suas aventuras;Cupido: Deus do amor, incentivador das paixões; Constância - Personagem criada também em Tefé para homenagear a garota mais cortejada. Mãe Benta - Personagem criada em homenagemàs vendedoras de guloseimas.Honorato: Figura que representa o curandeiro;

Carão: Uma das mais importantes personagens da Ciranda, representada por um pássaro negro que é perseguido pelo caçador.

Transmissão
Com 40 profissionais envolvidos na cobertura e transmissão do 17º Festival de Ciranda de Manacapuru, a Rede Calderaro de Comunicação vai transmistir as três noites de apresentação no horário de 21h às 23h, pela Rede TV! Uma unidade móvel passou a semana no município, juntamente com dez pessoas, para testar o posicionamento das câmeras, iluminação e sistema de captação de som ambiente das três cirandas da cidade.

Equipamentos
Serâo dez câmeras de gravação, em uma estrutura similar à utilizada para transmistir o Festival de Parintins. Foi a experiência realizada este ano que chamou a atenção dos organizadores que convidaram a Rede Calderaro para participar do evento.

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