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Festival Amazonas de Ópera com novidades

Em sua 17ª edição, o evento lírico local continuará apresentando títulos menos populares junto dos tradicionais 30/03/2013 às 16:40
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Festival de Ópera apresenta trabalho de Richard Wagner
Rafael Seixas Manaus (AM)

Desde sua primeira edição, o Festival Amazonas de Ópera (FAO), por meio de sua programação, proporcionou ao público o acesso não só a óperas tradicionais como também a outras menos conhecidas da grande massa, muitas encenadas pela primeira vez no País ou até internacionalmente. Em sua 17° edição, a ser lançada no dia 14 de abril, no Teatro Amazonas, o FAO continuará mantendo essa característica de introduzir no repertório títulos pouco “populares” juntamente aos tradicionais.

Este ano, por exemplo, a plateia poderá assistir a “Król Roger” (“Rei Roger”), de Karol Szymanowski, “As aventuras da raposa astuta”, de Leos Janacek, e “Parsifal”, de Richard Wagner, além de “O morcego”, de Johann Strauss, que será cantada em português – nenhuma delas está entre as mais conhecidas do repertório lírico mundial. Em anos anteriores, algumas das peças que foram lançadas no festival foram “Ça Ira”, de Roger Waters, “Lulu”, de Alban Berg, “O anel do Nibelungo” (tetralogia), de Richard Wagner, “Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk”, de Dmitri Shostakovich, “Yerma”, de Heitor Villa-Lobos, e “Poranduba”, de Edmundo Villani-Côrtes.

Proposta

A ideia de propor desafios quanto à parte musical surgiu ainda no desenvolvimento do projeto do FAO, segundo Robério Braga, secretário de Cultura do Estado e diretor geral do evento.

“Defini que as linhas básicas do festival deveriam ser a interiorização, espetáculo em praça pública, baixo custo de ingresso, além dos gratuitos, crescente participação da produção amazonense e um permanente desafio, seja ele com óperas que nunca foram apresentadas ou complexas, como ‘O anel do Nibelungo’, que é uma ópera desafiadora. Entendo que esse conjunto forma um festival com categoria internacional e, ao mesmo tempo, forma uma base local de produção, criação, figurino, som, que permite aproveitar todos os corpos artísticos mantidos pelo Estado”.

Ainda segundo o secretário, o maior desafio enfrentado pelas orquestras do Amazonas foi a ópera “O anel do Nibelungo”. “Ela foi muito bem desenvolvida, com bons resultados técnicos e de promoção positiva do Estado”.

Importantes

O maestro Marcelo de Jesus, diretor artístico adjunto do FAO, explicou também que a proposta de se buscar títulos de relevância não usados e introduzi-los no repertório tradicional é uma das prioridades da direção artística de Luiz Fernando Malheiro. “É levar algo novo ao lado de uma ópera conhecida, apesar de sabermos que ópera é algo recente em Manaus. Não é só trazer o inédito por inédito: todos os títulos são escolhidos por sua importância”.

Peculiar

Para Jesus, um dos maiores desafios enfrentados foi “Yerma”, pois é uma obra que estava esquecida. “Tivemos que refazer todo o material. Uma empresa foi contratada para digitar a partitura para a Amazonas Filarmônica. Foi um dos grandes ápices do festival, assim como ‘O anel de Nibelungo’, do Wagner, um mérito que nada superará . Foi a gente que fez, é um ponto auge do século, primeira montagem brasileira”.

Luiz Fernando Malheiro destacou que este ano o festival terá três obras desafiadoras: “Król Roger”, “As aventuras da raposa astuta” e “Parsifal”. “São três peças complicadas para enfrentarmos com coragem”, finalizou ele.

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