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Festival Amazonas de Ópera lança versão do viral Harlem Shake

O criador da ideia, o maestro Marcelo de Jesus, afirmou que a proposta do vídeo é inserir a ópera no contexto dos dias atuais para atrair um público diferente e destruir as barreiras que existem entre música clássica e popular 02/04/2013 às 20:03
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100 artistas distribuídos entre o Corpo de Dança do Amazonas, Coral do Amazonas e a Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica participaram da gravação
Laynna Feitoza Manaus, AM

O viral Harlem Shake, reproduzido por milhares de pessoas em todo o mundo, atingiu os bastidores dos ensaios do XVII Festival Amazonas de Ópera (FAO). No último sábado (30), o palco do Teatro Amazonas recebeu 100 artistas distribuídos entre o Corpo de Dança do Amazonas, Coral do Amazonas e a Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica, que também gravaram uma versão do vídeo ao término do ensaio da ópera ‘Um Baile de Máscaras’, de Verdi.

A ideia de gravar o Harlem Shake aos moldes do cenário da música clássica partiu do diretor artístico adjunto do XVII FAO, maestro Marcelo de Jesus. Ele apresentou a proposta ao titular da Secretaria de Cultura, Robério Braga, que aprovou a gravação.

“Não quisemos fazer apenas por fazer. A proposta do vídeo é colocar a ópera no contexto dos dias atuais, e para isso temos que utilizar as ferramentas que temos, neste caso, a internet, a nosso favor”, pontuou Jesus. Divulgado na manhã desta terça (02), o vídeo já atraiu uma boa repercussão, segundo Marcelo.

Vídeo visa disseminar a música clássica e atrair novos públicos

Ainda de acordo com o maestro, o vídeo funciona como uma forma de disseminar a música clássica a públicos portadores de outras linguagens – segundo ele, principalmente ao público alvo do festival, que são os jovens - diferentes daqueles que são habituados a consumir ópera. Marcelo lembrou que o vídeo também desmitifica perante a sociedade a imagem daqueles que trabalham na composição dos espetáculos do segmento.

“Queremos atrair públicos novos. A renovação só vem se mostramos algo que for próximo às diversas linguagens. O público sabe que vai ao FAO e não verá o Harlem Shake, mas ele terá noção de que aquelas pessoas que estão lá não são enfadonhas. São pessoas que estão constantemente nas mídias sociais, como Facebook e WhatsApp”, assegurou Marcelo.

A gravação do vídeo aconteceu no último sábado (30), e, de acordo com Jesus, tudo ocorreu de forma espontânea. O figurino se distribuiu desde fantasias de bonecos de neve, pirulitos, até fantasias de escravas.

“Cheguei às 8h da manhã, e lá já estavam alguns figurinos da Central Técnica de Produção da SEC. Havia figurinos de várias óperas, do concerto de Natal, ou seja, nada padronizado. Gravamos antes umas 3 vezes, foi uma surpresa para todos. Não houve marcação de cena nem nada”, ressaltou o diretor artístico adjunto.

Barreiras entre música clássica e popular precisam ser findadas, apontou maestro

O maestro também afirmou que as barreiras entre a música clássica e a popular precisam ser findadas. “Temos que encarar a ópera ou a música clássica do mesmo jeito que encaramos o que há no rádio. A mesma aproximação que temos com qualquer cantor da música popular temos que ter com a música clássica. É normal gostarmos ou não gostarmos de algo, mas não se pode ter preconceito. Não se pode julgar a música clássica como uma ‘coisa chata ou de gente velha’”, enfatizou Marcelo.

Em 2012, a direção do FAO também compôs um flash mob, protagonizado por artistas da ópera Flauta Mágica, se aproximando da premissa de lidar com temas da atualidade. O XVII FAO tem início no dia 14 de abril e seguirá até o dia 01 de junho.

Assista ao Harlem Shake do Festival Amazonas de Ópera aqui.

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