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Festival de Cinema Europeu traz para Manaus filmes voltados para questões femininas

Exibições iniciam nesta segunda-feira (29) no Teatro Gebes Medeiros, na avenida Eduardo Ribeiro, e vão até o dia 11 de junho. Festival acontece pela terceira vez em Manaus e traz 14 filmes de vários países 29/05/2017 às 14:52
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Exibição de filmes acontece a partir desta segunda-feira (29) (Foto: Divulgação)
acrítica.com Manaus (AM)

Após um longo período de opressão, violência e discriminação, graças ao surgimento do movimento feminista, as mulheres ganharam voz e representatividade política para avançar socialmente e conquistar direitos civis. As mulheres hoje têm mais liberdade e espaço que em tempos passados, no entanto, há um longo progresso a ser feito em direção as conquistas de igualdade de gênero.

Em sua 13ª edição, o Festival de Cinema Europeu tem o tema “Mulheres em Cena”, trazendo um espaço fundamental para essa discussão no cinema. O Festival é promovido no Brasil para comemorar o Dia da Europa, 9 de maio, numa realização da Delegação da União Europeia no Brasil e EUNIC Brasil – Associação dos Institutos Culturais Oficiais e das Embaixadas dos Países da EU. 

Com uma seleção repleta de filmes nos quais a mulher é o destaque, a mostra "Mulheres em Cena" do Festival de Cinema Europeu 2017 em Manaus será exibida no Teatro Gebes Medeiros (antigo Ideal Clube, Av. Eduardo Ribeiro esquina com Rua Monsenhor Coutinho),  a partir desta segunda-feira (29) até o dia 11 de junho. As exibições acontecem às 18h30 durante a semana e 17h nos fins de semana com entrada franca.

O Festival ocorrerá simultaneamente em 11 capitais brasileiras, prestigiando filmes europeus dirigidos por mulheres e/ou com abordagens de questões femininas e de igualdade de gênero. Em Manaus, que recebe o Festival pela terceira vez, serão exibidos 14 filmes de nacionalidades diferentes.

Dentre as exibições, a maioria é de filmes dirigidos por mulheres, como o espanhol “De sua janela a minha” de Paula Ortiz, e o sueco “Belleville Baby” de Mia Engberg,que trazem o olhar feminino por trás das câmeras, perspectiva ainda pouco prestigiada no mundo do cinema. A mostra traz também filmes baseados em histórias de mulheres reais, como da artista dinamarquesa Marie Kroyer e da pensadora alemã Hannah Arendt,  inspirando e exemplificando mulheres corajosas, influentes e capazes de superar o preconceito e a supremacia masculina.

A independência e a luta pela igualdade são bem retratadas também no filme dos Países Baixos “A Excêntrica família de Antônia”, de Marleen Gorris, e no italiano  “O primeiro cargo”, de Giorgia Cecere, nos quais mulheres exercem o poder de escolha para seguir o próprio caminho.

Segundo Lorena Quintas e Rafaella Rezende, curadoras nacionais do festival, essa edição amplia e promove um debate sobre a importância de um espaço para a mulher dentro da sétima arte: “Queremos que essas histórias e esses olhares nos inspirem na luta por mais respeito e reconhecimento.  Precisamos falar sobre isso. Que o cinema seja esse espaço de expressão, visibilidade e reflexão”, afirmam.

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