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Festival de Cultura Negra reúne personalidades em Manaus

Iniciativa começa no dia 17 e termina no dia 20, com shows e outras atividades em quadra de escola de samba 11/11/2014 às 13:24
Show 1
Negro Lamar, Luiz Fernando e Elisa Maia participam de evento
ROSIEL MENDONÇA Manaus (AM)

Novembro é o mês da consciência negra, momento em que o Brasil reverencia a figura de Zumbi dos Palmares, último líder do maior quilombo do período colonial. Como estímulo à difusão e valorização do que as comunidades criativas afrodescendentes de Manaus produzem, o Instituto Ganga Zumba, em parceria com o Coletivo Difusão, promove a terceira edição do “Personalidades Negras – Festival de Cultura Negra”, entre os dias 17 e 20.

Nos primeiros dias do evento, diferentes atividades (como oficina de turbantes e projeção de curtas sobre a temática negra) vão acontecer em vários lugares da capital amazonense.

No dia 20, a programação tomará conta da quadra da Escola de Samba A Grande Família (rua Careiro, São José I), quando o festival será dedicado a homenagens a personalidades negras do Amazonas seguidas do show “Cantos Negreiros”, com Luiz Fernando, Antônio Bahia, Negro Lamar, Maria Lima, Elisa Maia, Cida e Cristiane Felipe.

Outras atrações também farão parte do último dia do evento, como exibição de curtas, exposição de grafites e fotos, apresentações de dança, desfile de moda, feira gastronômica, performances e momentos embalados a reggae e samba de roda.

VISIBILIDADE

O presidente do Ganga Zumba, Luiz Fernando Costa, conta que a prerrogativa do instituto, de âmbito nacional mas com ações localizadas, é cuidar e promover o patrimônio memorial e oral dos movimentos afrobrasileiros. “Esse ano escolhemos a música para ser o tema do festival. É uma forma de comemorar o movimento negro de um jeito diferente, em tom de celebração, já que geralmente estamos sempre reivindicando”.

Para ele, o evento é um convite à reflexão sobre a presença e a contribuição cultural do negro não só no Brasil, mas também no Amazonas. Costa destaca que ainda são poucas as escolas do Estado que cumprem a lei que tornou obrigatório o ensino da História e cultura afrobrasileira e africana em todas as escolas, do Ensino Fundamental ao Médio.

“Isso acontece ora por incompreensão dos professores, ora por motivos de cunho religioso. Temos escolas pioneiras no cumprimento dessa lei, como a Ângelo Ramazzotti, mas no geral ainda estamos aquém, principalmente as universidade, que em seus cursos de Licenciatura não aprofundam esses temas”, aponta o presidente.

Por outro lado, ele celebra o fato de a cultura negra ter ganhado atenção especial de diversas instituições que lançaram editais direcionados a produções desse segmento, como o hip hop.

“Nacionalmente estamos em outro patamar, mas precisamos avançar aqui no Amazonas. A Prefeitura de Manaus aprovou a abertura de um edital para a cultura urbana, por exemplo, mas ainda não tivemos êxito na Secretaria de Estado de Cultura, apesar de estarmos criando as demandas”.

Falando de Instituto Ganga Zumba, Costa anunciou a criação, para o próximo ano, de um circuito de exibição de produções audiovisuais relacionadas ao movimento dos afrobrasileiros.

Programação

Dia 17, às 19h

Oficinas de turbantes

Escola Estadual Arthur Soares Amorim, Cidade Nova

Dia 18, às 19h

Projetaço

Escola Normal Superior da UEA

Dia 19, às 19h

Bate-papo “Consciência para quem?”. Transmissão pela postv.org

Dia 20, às 18h

Shows, homenagens, exposições e danças

Quadra da Escola de Samba A Grande Família

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