Sábado, 20 de Julho de 2019
Vida

Filhos do manguebeat: Mombojó faz 11 anos com novo disco

O disco traz um apanhado do melhor dos três primeiros trabalhos da banda “Nadadenovo” (2004), “Homem espuma” (2006) e “Amigo do tempo” (2010)



1.jpg Nas novas interpretações, a banda perde metais e peso de guitarras e ganha mais sutilezas eletrônicas
20/05/2013 às 09:31

Quando o Manguebeat já não tinha mais o status de novidade e já havia reposicionado Recife no centro do mapa musical brasileiro, eis que uma banda formada por adolescentes surpreendia a todos e mostrava que a musicalidade recifense ainda tinha muito a oferecer. Já lá se vão 11 anos e o Mombojó decidiu comemorar a data lançando seu quarto álbum, que tem um título óbvio: “Mombojó 11º aniversário”.

O disco traz um apanhado do melhor dos três primeiros trabalhos da banda “Nadadenovo” (2004), “Homem espuma” (2006) e “Amigo do tempo” (2010). Todos reinventados para se moldar à nova formação da banda – um quinteto, formado forçosamente pela morte prematura do flautista, trombonista e violonista O Rafa e com a saída de Marcelo Campelo.

Nas novas interpretações, a banda perde metais e peso de guitarras e ganha mais sutilezas eletrônicas. Quem já conhece as gravações originais, certamente não vai se decepcionar com as versões, que têm uma pegada de gravação ao vivo. Destaque para “Faaca” e “Baú”, ambas do primeiro e surpreendente álbum“Nadadenovo”.
 
As participações especiais são de músicos que estiveram de alguma forma ligados à história do Mombojó nesses 11 anos de estrada. Ígor Medeiros, produtor de “Nadadenovo”, participa de recriação de “Faaca”. “Baú”ganhou uma introdução virtuosa do pianista Vítor Araújo. Cannibal, líder da banda dehardcore Devotos e do projeto de dub Café Preto se une ao grupo em “Realismo convincente”, do segundo disco, “Homem espuma”.  China, ex-Sheik Tosado e atualmente mais conhecido por ser DJ da MTV, faz participação, com o irmão Ximaru em “Estático”.

Prova de prestígio

Encerrando o álbum e referendando a importância do Mombojó na recente história da música contemporânea de Pernambuco, a própria Nação Zumbi recria “Justamente”.  Uma prova de que o Mombojó, que de uma certa forma pode ser considerado um arauto da terceira geração advinda do Manguebeat, goza de prestígio entre os pioneiros.

Nesse período de um pouco mais de uma década, aliás, o Mombojó conseguiu passar de grande promessa  a principal expoente da música pernambucana. Uma banda que mostrou, na prática, que a semente plantadapor Chico Science e Mundo Livre S.A. tinha terreno fértil para florescer. É isso que é comemorado em “Mombojó 11º Aniversário”.

Quem ainda não conhecia a banda, tem aqui uma ótima oportunidade de fazer um tour por sua trajetória. Quem já conhece, pode se deleitar com novas versões daqueles já conhecidos arroubos criativos dos músicos pernambucanos.

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