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CINEMA AMAZONENSE

Novo filme do cineasta amazonense Sérgio Andrade começa a ser rodado em Manaus

Atores consagrados e indígenas estrelam o terceiro longa de Sérgio, “A Terra Negra dos Kawa”, sobre a busca por uma terra mágica 02/10/2017 às 15:38 - Atualizado em 03/10/2017 às 08:50
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Em coletiva de imprensa realizada no sábado (30), diretor apresentou elenco e equipe que fará parte da produção (Fotos: Márcio Silva)
Juan Gabriel Manaus, AM

A mística por traz dos indígenas da Amazônia é mais uma vez o pano de fundo para o mais novo projeto do renomado diretor amazonense Sergio Andrade, que apresentou neste sábado (30) parte do elenco e equipe que o acompanhara nas gravações de seu terceiro longa-metragem, “A Terra Negra dos Kawa”, que deve começou a ser rodado nesta segunda-feira (2) em alguns pontos de Manaus e Iranduba.

O filme traz a história de um grupo de cientistas que fazem escavações em terrenos nos arredores da cidade a procura de um tipo específico de terra preta para produção agrícola. Durante a busca, o grupo acaba se aproximando do sítio indígena da etnia Kawa e nota que a terra preta adquire maiores poderes energéticos e sensoriais. 

No novo projeto, Andrade transita entre a ficção e a realidade encarada por parte dos indígenas brasileiros. Para ele, usar a imaginação é uma forma de atrair as pessoas a compreensão de um problema de forma divertida. “Eu era uma criança muito mentirosa, gostava de deturpar a realidade (risos). Eu gosto de fazer essa brincadeira com a realidade pra que passe uma questão mais complexa de uma forma mais metafórica. Eu acho que com a imaginação estimulando a parte lúdica da compreensão das pessoas, a gente tem um interesse maior para um problema tão complexo que é a causa indígena, de eles serem o dono daquela terra”, explica o diretor.

Elenco

O longa traz no elenco uma grande leva de atores locais, dentre eles indígenas da etnia Tariano que já trabalharam com o diretor em outros projetos premiados internacionalmente como “A Floresta de Jonathas” e “Antes o Tempo Não Acabava”. Além dos amazonenses, nomes consagrados do teatro, cinema e TV fazem parte da produção como a atriz Mariana Lima, da minissérie Os Dias Eram Assim, Felipe Rocha (Como Nossos Pais) e Marat Descartes (2Coelhos).

“O convite para esse filme veio em um momento que eu estava interessada nesse assunto, de sair da sensação de bolha. Eu estava fazendo personagens e outras coisas muito próximas da minha realidade e quando a gente (Sergio Andrade) se encontrou foi um gatilho para sair dessa sensação e experimentar outros rumos. Eu posso realmente viajar para outros mundos além dos que eu já estou acostumada. Eu fiquei feliz com o convite por que gostei muito do roteiro”, revela a atriz Mariana Lima.

A realização do projeto se deu graças ao Edital de Baixo Orçamento da Secretária de Audiovisual do Ministério da Cultura e pela Ancide (Agência Nacional de Cinema) ao custo de R$1,405 milhão. A previsão é de que as filmagens durem quatro semanas com uma equipe que envolve mais de cinquenta profissionais, entre assistentes, produtores e atores.

Três Perguntas

Mariana Lima (Atriz)

Recentemente você participou da minissérie Os Dias Eram Assim como a professora de história Natália. Pra você, qual a importância de se trazer para a televisão aberta um tema tão nebuloso como o regime militar?

- Foi um trabalho super importante, iluminou uma parte da nossa historia muito triste e dramática e que está se repetindo de outro jeito. Uma época onde houve tortura e retrocesso e acho importante sempre lembrar que pode voltar a acontece a qualquer momento.

Na última semana estreou a nova série da Globo chamada Cidade Proibida e você fará uma participação no capítulo desta terça-feira. O que pode adiantar sobre esse episodio?

- A série é uma direção do Mauricio Farias, tem aquele ar de detetive dos anos 50. O Osório é um detetive que investiga casos extraconjugais e eu faço uma mulher muito rica que é assassinada por um motivo lá que eu não posso falar ainda.

Você é uma atriz bem sucedida em todas as áreas da atuação. Entre teatro, cinema e TV, qual o mais prazeroso e qual o mais difícil de se fazer?

- Então, cada uma dessas coisas é difícil e maravilhosa em si. Eu não tenho uma preferência hoje, acho que o legal é circular entre essas formas diferentes de linguagens e pra mim tem sido muito estimulante fazer cinema fora do Rio de Janeiro, fazer televisão com pessoas que eu gosto muito e fazer teatro que é algo mais autoral. Ano que vem vou fazer um monologo, tem outros projetos se fechando na TV e quero continuar circulando entre isso.

 

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