Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
FESTIVAL DE BERLIM

Filme exibido em Berlim sobre escravidão revela raízes do Brasil moderno

O filme “Todos os Mortos”, dominado por quatro personagens femininas poderosas, a ex-escrava Ina (Mawusi Tulani) e duas irmãs e uma mãe de família burguesa anteriormente rica abatida pela abolição da escravidão em 1888



DIVULGA__O_5_DCD679C6-DF68-4F4A-98EC-D617D5A8047A.jpg Foto: Divulgação
24/02/2020 às 16:56

Fazer filmes em um Brasil polarizado e cada vez mais hostil à liberdade artística é um ato de resistência em si, afirmou o diretor de um novo drama sobre relações raciais nos anos seguintes à abolição da escravidão.

Em declaração antes da estreia em Berlim de “Todos os Mortos”, no domingo (23), o diretor Caetano Gotardo disse que as dezenas de filmes brasileiros exibidos em festivais internacionais testemunham o poder da arte de resistir à opressão.



“Há uma tentativa de colocar uma camisa de força nessa força expressiva”, disse ele a repórteres no Festival de Berlim, conhecido como Berlinale. “Temos que estar presentes no cenário mundial e também na arena nacional, com sucessos comerciais, porque isso mostra a força da arte brasileira”.

Desde que assumiu o cargo em 2019, o presidente Jair Bolsonaro tem sido acusado de tentar conter a expressão de pontos de vista contrários ao seu rumo e de fazer declarações racistas, misóginas e homofóbicas.

O filme “Todos os Mortos”, dominado por quatro personagens femininas poderosas, a ex-escrava Ina (Mawusi Tulani) e duas irmãs e uma mãe de família burguesa anteriormente rica abatida pela abolição da escravidão em 1888 - aborda todos os três preconceitos.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.