Domingo, 26 de Setembro de 2021
CRÍTICA

Filme ‘Me sinto bem com você’ aborda as relações em tempos de isolamento

Obra brasileira disponível no Amazon Prime Vídeo aborda relacionamentos juvenis (ou não) durante a pandemia. Confira a crítica da jornalista Maria Luiza Dácio



manu_gavassi_me_sinto_bem_com_voce_widelg_E3688C03-EA4D-47B4-92A8-CBC0633AFD8B.jpg Foto: Reprodução/Internet
24/05/2021 às 17:45

Áudios cancelados, conexões instáveis e quarentena. O lançamento mais recente e exclusivo da Amazon Prime Video, “Me sinto bem com você”, já está disponível na plataforma e aborda relacionamentos juvenis (ou não) durante a pandemia que o mundo inteiro experimenta há mais de um ano. Desta vez, as relações são estreladas por Manu Gavassi e Matheus Souza - que também assina a direção e o roteiro da obra.

O diretor traz elementos visuais marcantes e é impossível não lembrar de um dos seus mais recentes trabalhos “Ana e Vitória” (2018). Da cinebiografia do duo tocantinense, Matheus dá chances aos casais mal resolvidos, trazendo tanto Clarissa Müller e Gabz quanto Thati Lopes e Victor Lamoglia, que por apenas uma coincidência (ou não), tem seus romances explorados no longa-metragem.

A trama conta cinco histórias em telas divididas, sob diferentes perspectivas de relacionamentos amorosos e em família, ambientados no ano de 2020. De novo, Matheus aproxima os diálogos das redes sociais ao filme, e com certeza,  quem assistir, vai se ver refletido em alguma das cenas ou ação dos personagens.

A atuação de Richard Abelha surpreende com a progressão e Clarissa Müller mostra mais uma vez, sob direção de Souza, sua versatilidade como artista ao atuar de forma envolvente e, ao mesmo tempo, conseguindo marcar com sua voz a interpretação musical.

Reflexão

Outro destaque vai para a abordagem excelente de temas como suicídio e depressão no longa, especialmente em relação à Adriana, personagem interpretada por Manu Gavassi. A fotografia vintage, quente e muito bonita exalta o belo trabalho de Camila Cornelsen.

Ao mesmo tempo que reflete as incertezas e inseguranças que todo mundo sentiu na quarentena, fala com carinho sobre os relacionamentos que se mantiveram, se quebraram e se estabeleceram. Faz pensar: a gente está velho demais pra acreditar nos sonhos? A gente consegue colocar em desenho/arte as nossas inseguranças?

É que às vezes, a gente tem que ouvir os nossos áudios cancelados de outra perspectiva. Ou transformá-los em enviados. Também dizer o que sente e dizer com quem a gente se sente bem.



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Maria Luiza Dacio
Fotógrafa e repórter do Jornal A CRÍTICA, documentarista, produtora, artista visual e estudante de Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

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