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Filme sobre a vida do amazonense Cosme Alves Netto será exibido na TV paga nesta quarta-feira (3)

O documentário de Aurélio Michiles conta a história do amazonense e amante do cinema que durante décadas foi curador da Cinemateca do MAM, no RJ 02/02/2016 às 14:15
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“Tudo por amor ao cinema” conta com depoimentos de diversos nomes importantes do cinema nacional
ACRITICA.COM ---

Depois de participar de festivais nacionais e internacionais, “Tudo por amor ao cinema” estreia na televisão com exibição no canal por assinatura Curta!

O documentário de Aurélio Michiles conta a história do amazonense e amante do cinema Cosme Alves Netto, que durante décadas foi curador da Cinemateca do MAM, no Rio de Janeiro, tendo ajudado a preservar centenas de filmes considerados subversivos pela ditadura militar. O longa será exibido amanhã, às 20h10 (horário de Manaus).

Mais conhecido como o “Cosme” da Cinemateca do MAM, ele esteve presente entre as décadas de 1950 a 1980 em vários episódios da história do cinema brasileiro e latino-americano, sobretudo na luta por sua divulgação e preservação.

Em seu documentário, Michiles, que também é amazonense, revive a trajetória do personagem desde suas origens em Manaus, onde nasceu em 1947, até sua morte no Rio de Janeiro, em 1996.

“Tudo por amor ao cinema” conta com depoimentos de diversos nomes importantes do cinema nacional, como Eduardo Coutinho, Cacá Diegues, Silvio Tendler, entre outros familiares e amigos. Outros entrevistados são o radialista Joaquim Marinho e o escritor Márcio Souza.

Ao todo, o longa conta com 34 entrevistas, fragmentos de cenas de 70 filmes e um vasto arquivo pessoal de imagens e objetos, selecionados por Michiles.

Preservação

Durante sua atuação à frente da Cinemateca, Cosme chegou a guardar longas com nomes falsos para protegê-los – caso de “Cabra marcado para morrer”, de Eduardo Coutinho, arquivado com o título de “Rosa do campo”.

Ele teve ainda importante papel no fomento a festivais de cinema de todo o País e até de outros países da América Latina, tendo ajudado a criar a famosa escola de cinema San Antonio de Los Baños, em Cuba, em plena ditadura no Brasil.

“Ele levava filmes para exibir em Cuba e trazia outros para cá, e por isso muitas vezes foi preso e até torturado pelo regime militar”, lembra Michiles, que revelou o conterrâneo como uma das figuras-chave do cinema nacional das décadas passadas.

“O Cosme é personagem de um mundo que as pessoas pouco conhecem. Mas, quando o filme é exibido, elas descobrem a necessidade de uma cinemateca e de um curador, descobrem o Cosme, querem fazer homenagens a ele”, conta o cineasta.

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