Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
Vida

Filme “Somos tão jovens” explora início da carreira de Renato Russo e deixa de lado tragédias

O filme é um prato cheio para os fãs de Renato Russo, que poderão matar as saudades de sucessos como “Que país é este” e “Geração Coca-Cola”



1.gif “Somos tão jovens” explora a juventude e o início da carreira de Renato Russo, líder dos grupos Aborto Elétrico e Legião Urbana
06/05/2013 às 07:33

Dando largada ao “mês de Renato Russo”, o público pôde conferir no último final de semana o primeiro filme com o nome do músico a invadir os cinemas nacionais: “Somos tão jovens”. Dirigido por Antonio Carlos da Fontoura (“Gatão de meia idade”), o longa deixa de lado a parte trágica da vida do cantor, como a descoberta da doença que tirou sua vida em 1996, e explora a juventude e o início da carreira do líder dos grupos Aborto Elétrico e Legião Urbana.

O filme é um prato cheio para os fãs de Renato Russo, que poderão matar as saudades de sucessos como “Que país é este”, “Música urbana” e “Geração Coca-Cola”, além de conhecer as histórias que originaram os “hinos” “Eduardo e Mônica” e “Faroeste Caboclo”. Thiago Mendonça (“Dois filhos de Francisco”), ator que deu vida, ou melhor, encarnou o músico, levou a sério a proposta de “Somos tão jovens” e encenou, de forma idêntica, os trejeitos e a voz do cantor. As cenas musicais, em que mostram ora as bandas se apresentando, ora Renato em solo, foram gravadas ao vivo, sem o auxílio de playback.

Além do passeio pela vida artística do músico e a aula de rock nacional - figuras como Herbert Vianna e Dinho Ouro Preto marcam presença na trama -, o longa possui como ponto forte a amizade entre o cantor e a personagem fictícia Ana Cláudia (Laila Zaid, “Malhação”), um misto das suas três melhores amigas na adolescência. A forte química entre os dois faz com que as cenas da dupla sejam as melhores. Outro destaque do filme fica por conta da divertida relação de Renato com seus pais e irmã, vividos, respectivamente, por Marcos Breda, Sandra Corveloni e Bianca Comparato.

Mesmo mostrando o início da carreira artística de um dos maiores músicos do Brasil, a verdade é que “Somos tão jovens” funcionaria com ou sem a presença de seu icônico protagonista. Tirando o peso do nome de Renato Russo, o longa poderia muito bem deixar o status de obra biográfica e ser classificado, apenas, como um filme sobre amizade, juventude e rock’n’roll.

Opiniões

Presente na estreia de “Somos tão jovens” para divulgar o “Especial Legião Urbana com Marcelo Bonfá”, no Teatro Direcional (leia mais no Box), o vocalista da Critical Age, Arlley Souza, aprovou o resultado final do longa. “A proposta era mostrar a história do surgimento da Legião e foi tudo contado à risca. Eu já conhecia a história e fui só acompanhando e vendo se tinha incoerência e etc. Mas não, o filme contou exatamente, ou o mais próximo de tudo, como ocorreu no pré-Legião”, comenta o vocalista.

Também satisfeito com o que viu na tela, o instrutor de informática Luiz Arthur Campos Arcanjo elogiou o trabalho de Thiago Mendonça como Renato Russo. “Ele conseguiu levar ao filme o que o Renato deixou e viveu naquela época”, destaca o instrutor. No entanto, achou que o diretor Antonio Carlos da Fontoura poderia ter seguido um pouco adiante com a história do músico. “‘Somos tão jovens’ deixou a desejar na questão do ‘posterior’. O longa mostrou apenas o iniciozinho da carreira dele, acho que poderia ter continuado um pouco mais”, encerra.

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