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Vida

Filme valoriza parto humanizado

O longa independente mostra que é possível vir ao mundo sem desperdiçar os “hormônios do amor” 08/08/2013 às 16:31
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Documentário independente será lançado amanhã em cinemas de SP, RJ, e DF
Rosiel Mendonça ---

Campeão mundial de cesarianas, o Brasil é um exemplo de como a sociedade industrial deslocou o instante do nascimento de um ambiente familiar para um lugar inóspito, rodeado de engenhocas tecnológicas e instrumentos cirúrgicos. Esse é o discurso que o documentário “O Renascimento do Parto” adota para levantar a bandeira do parto humanizado, movimento que tem alcançado cada vez mais evidência.

Mais que apontar as lacunas dos sistemas de saúde quando o assunto é a forma como nascemos, o longa independente mostra que é possível vir ao mundo sem desperdiçar os “hormônios do amor”. Celebridades como Gisele Bündchen e Juliana Knust, por exemplo, deram à luz da forma mais natural possível.

Dirigido pelo produtor audiovisual Eduardo Chauvet e roteirizado pela esposa dele, Érica de Paula, o filme estreia amanhã em algumas capitais brasileiras. Tudo começou em 2011, graças a um empurrãozinho de Érica, que é doula (assistente de parto) e educadora perinatal. “Nossa preocupação era se tinha tanto assunto para um longa, mas entramos com tudo nesse projeto. Se não fosse ela, isso nunca teria passado pela minha cabeça”, contou Chauvet.

INDEPENDENTE

Rodado com um orçamento muito abaixo da média, com recursos que vieram do bolso da própria equipe, “O Renascimento do Parto” também contou com financiamento coletivo para a etapa de distribuição. Com uma campanha de crowdfunding lançada na Internet, os produtores conseguiram arrecadar R$ 65 mil em apenas três dias – em 60 dias, as doações somavam R$ 143.350, garantido à produção o recorde brasileiro de maior financiamento coletivo em tão pouco tempo.

Érica e Eduardo atribuem tamanha adesão, dentre outras coisas, à força das redes sociais. “Apesar disso, nossa preocupação não era em ganhar dinheiro, e sim fazer com que o filme chegasse às pessoas”, destaca Chauvet, que assumiu o projeto como quem faz cinema de guerrilha.

Mesmo com toda a informação que o documentário traz à tona, com depoimentos de especialistas e mães, Érica acredita que a verdadeira “revolução” do parto vai vir das mulheres. “Hoje ela s são a principal fonte de disseminação do parto humanizado, que deve ser encarado como uma questão de saúde pública”, finalizou.

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