Quarta-feira, 22 de Setembro de 2021
Cinema

Filmes amazonenses em Festivais

Produções da região ocupam cada vez mais espaço em eventos nacionais e internacionais da sétima arte, mostrando todo o potencial local



5__1__B21289B2-7CB0-4342-9625-5FD7AEB71EEC.jpg Setor audiovisual local tem marcado cada vez mais presença em grandes eventos (Foto: Divulgação)
28/07/2021 às 17:56

Seja com documentário, drama, terror ou comédia, o cinema amazonense tem garantido lugares reservados em festivais da sétima arte. A qualidade das produções locais, em sua maioria independentes, tem sido reconhecida em diversos eventos do setor audiovisual nos últimos anos. O A CRÍTICA selecionou alguns filmes do Estado que já estão confirmados em festivais de cinema neste segundo semestre.

Segredos do Putumayo
Dirigido pelo cineasta amazonense Aurélio Michiles, o documentário “Segredos do Putumayo” representou o Estado no Galway Film Fleadh, principal festival de filmes da Irlanda que aconteceu até o último domingo (25).
Com tomadas feitas nas cidades de La Chorrera e Leticia (Colômbia), Tabatinga e Manaus (Amazonas-Brasil), a obra se baseia no “Diário da Amazônia” de Roger Casement, considerado o pai dos inquéritos sobre a violação de direitos humanos, que denunciou os maus-tratos contra as populações indígenas no trabalho da coleta da borracha na tríplice fronteira do Brasil, Peru e Colômbia. O ator irlândes Stephen Rea, que já foi indicado ao Oscar de Melhor Ator em 1993, por sua atuação em “Traídos Pelo Desejo”, dá voz a Casement.
O longa de 87 minutos – que teve suas gravações iniciadas em 2019 – revela o dia-a-dia na região do rio Putumayo, onde, conforme a sinopse do filme, a empresa Peru Amazon Company matou mais 30 mil índios para coletar quatro mil toneladas de borracha.



Documentário se baseia no “Diário da Amazônia” de Roger Casement (Foto: Divulgação)

Tá Quente
O curta amazonense “Tá quente”, dirigido e roteirizado por Bruno Pereira, foi uma das 125 obras selecionadas para a 4ª Mostra Competitiva do Festival de Cinema de Jaraguá do Sul, que acontece de forma online no período de 27 a 30 de setembro.
Concorrendo na categoria “Comédia” do evento, o filme retrata a relação do caboclo manauara com o calor, mostrando as ‘gambiarras’, os aspectos linguísticos, os costumes e o dia a dia de quem vive na capital amazonense. A produção acompanha um dia da vida de Fabiano, que precisa conviver o tempo todo com o calor manauara.
Produzido com apoio de 25 profissionais, o curta-metragem – que estreou no final do ano passado – foi gravado no Terminal 2 e na avenida Sete de Setembro, lugares bastante conhecidos pelos manauaras.

 

Obra retrata o calor tão característico da capital amazonense (Foto: Divulgação)

O Buraco
Dirigido pelo realizador audiovisual Zeudi Souza, o chocante e violento “O Buraco” também marca presença na edição 2021 do Festival de Cinema de Jaraguá do Sul, concorrendo na categoria de “Drama”. Além disso, foi indicado ao Incorto Film Festival 2021, no México, outro evento da sétima arte que acontece em setembro.
Gravado no bairro São Jorge, entre os dias 26 e 30 de dezembro do ano passado, o curta de 20 minutos retrata as sombras da violência doméstica, mostrando os passos de uma criança (interpretada por Airton Guedes), que observa pelo buraco na parede do seu quarto as sucessivas agressões que sua mãe (encarnada por Jôce Mendes) sofre diariamente nas mãos de seu pai (interpretado por Victor Kaleb). A produção conta com diversas representações da sociedade: a criança representa a população, enquanto o buraco representa a justiça, a mãe a democracia e o pai o poder público.
“O Buraco” conta com Robert Coelho na direção de fotografia, Heverson Batista na direção de som,  Aline Guedes na direção de arte, Manoel Castro Júnior na montagem, Claudilene Siqueira na direção de produção e Flávia Abtibol na assistência da direção.

Jôce Mendes interpreta uma mulher vítima da violência doméstica (Foto: Divulgação)

Jamary
Com elementos amazônicos misturados ao gênero da fantasia, o curta-metragem “Jamary”, dirigido pelo ator e diretor amazonense Begê Muniz, fará parte da programação da 20ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que acontece de 16 a 24 de outubro. A produção foi selecionada junto a outros 97 filmes brasileiros, de 18 estados, e 39 internacionais, de 23 países.
Na trama, a pequena Ane, interpretada pela atriz Júlia Cabral, é uma menina que mora na zona rural de Manaus e passa as tardes brincando nos arredores da floresta com seus primos Madson (Carlos Eduardo) e Janice (Clara Leonel). Em uma dessas aventuras, ela se depara com o espírito indígena Anhangá. Ao adentrar mais profundamente na floresta, ela descobre que há perigos ainda maiores.

Obra traz elementos amazônicos misturados ao gênero da fantasia (Foto: Divulgação)

Repórter

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