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Fique por dentro dos cuidados para curtir um parquinho seguro e evitar acidentes

No período de férias escolares, inclusive, esses locais costumam ser uma ótima opção de entretenimento. Porém, é importante que os adultos fiquem atentos à estrutura desses lugares para evitar acidentes 24/07/2016 às 10:45
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Playgrouns são ótimas opções para período de férias da garotada. (Divulgação)
Natália Caplan Manaus (AM)

Quem nunca ralou o joelho, caiu do balanço ou subiu o escorregador na “contramão”? Permitir que as crianças brinquem livremente e interajam umas com as outras são hábitos saudáveis, com inúmeros benefícios ao desenvolvimento delas. E os playgrounds sempre fazem a alegria da garotada, sejam os públicos das praças, ou os privados, como em condomínios fechados.

No período de férias escolares, inclusive, esses locais costumam ser uma ótima opção de entretenimento. Porém, é importante que os adultos fiquem atentos à estrutura desses lugares para evitar acidentes. Desde 2008, segundo o Ministério da Saúde, quase 4 mil crianças, de até 14 anos, foram internadas no Sistema Único de Saúde (SUS) devido a quedas ocorridas em parquinhos. Até 2013, foram registrados 18 casos fatais.

“Ela é bem agitada. Gosta de correr, pular e subir em tudo dentro de casa, como muitas crianças. Quando a levamos ao parquinho do prédio, o cuidado é redobrado. Ela não vai a brinquedos inapropriados para a idade e não fica sozinha de jeito nenhum. Acidentes podem acontecer, mas se os responsáveis ficarem atentos, evitarão que a criança se machuque de uma forma séria”, diz Ana Carolina Ribeiro, 35, mãe de Esther, 3.

Diferentemente da psicóloga, Ítala Marques, 30, ainda não tem filhos. Mas cuida do sobrinho Pedro Gabriel, 6, com amor maternal e sempre o leva para passeios ao ar livre. Em um deles, levou um susto, quando  a roupa do menino rasgou em um brinquedo. Desde então, começou a ser ainda mais cautelosa e a avaliar rigorosamente cada parque, prestando atenção à conservação e à manutenção feita em todos os itens.

“Uma vez, ele rasgou a roupa em um parafuso, ao descer no escorregador. Poderia ter sido a pele dele. Agora, verifico se os brinquedos estão em bom estado, se tem material pontiagudo e se podem soltar farpas”, afirma, ao ressaltar a importância de orientar os pequenos a não fazer brincadeiras perigosas. “Sempre oriento o Biel a descer e subir corretamente e ir somente nos ideais para a faixa-etária dele”, completa.

 Responsabilidade

Outra preocupação da enfermeira são os parques de diversão pagos, onde há brinquedos maiores e eletrônicos; e os monitores nem sempre estão atentos. Os brinquedos infláveis e camas elásticas, declarou, apresentam riscos se não forem utilizados da maneira adequada. De acordo com ela, o pior é ver os próprios pais que tentam “burlar” o regulamento que estipula idade e altura mínima/máxima. Para Ítala, é preciso ensinar a garotada a seguir regras de segurança.

“A maioria desses brinquedos tem um instrutor do lado de fora, preocupado em pegar os ingressos. Já vi crianças se machucarem, caindo umas sobre as outras. Acho importante o responsável instruir à criança sobre os perigos que alguns brinquedos podem oferecer e, acima de tudo, estar próximo, observando tudo. Não devemos deixar nas mãos dos instrutores, que nem têm culpa. Nós que temos que zelar pela vida deles”, enfatiza.

Dicas de segurança

Escorregador - observe se tem áreas de entrada e saída: fora o trecho que a criança desliza, no final, precisa ter uma parte reta para a criança desacelerar antes de chegar ao chão;

Balanço - o ideal é ter duas balanças por baia, não misturar de bebê com criança e a altura não deve ultrapassar 1m5 de distância do chão;

Gangorra - precisa ter apoio de mão em todos os assentos (geralmente é de ferro);

Piso - emborrachado, grama natural (não adianta ser sintética, porque o piso embaixo é rígido) ou areia para absorver o impacto se a criança cair;

Espaço - não deve ter nenhum obstáculo no meio do caminho; crianças podem circular entre os brinquedos e correr sem tropeçar ou bater em algum objeto;

Geral – observe se o brinquedo tem algum material solto, barra envergando, farpas, trincos, partes descascando, se está correndo ou enferrujando.

*De acordo com a organização “Criança Segura”

Como agir em caso de acidentes

Enfermeira de alta complexidade e consultora materno infantil no “Espaço Conviver”, Eurania Pita disse que os cuidadores não devem entrar em pânico em caso de acidentes. Nem todos, ressalta, precisam ser encaminhados ao pronto socorro. No caso de raladuras, por exemplo, deve-se lavar com água e sabão. 

“Se continuar sangrando, é necessário pressionar o local com um pano limpo e não colocar nada colorido na ferida. De forma alguma pode-se usar esses curativos que, ao invés de ajudar na cicatrização, queimam o tecido da pele e prejudicam o processo. Não usar povidine, pó de café, nem creme dental”, explica.

De acordo com a profissional, deve-se ir à emergência se a criança bater a cabeça e sentir enjôos, tontura e/ou vomitar. No caso de luxações ou possíveis fraturas, com dores e inchaços incessantes, também é preciso ir ao médico. Se machucar alguma estrutura óssea, mas não apresentar alterações, basta fazer compressa gelada.

“É preciso, primeiro, acalmar a criança. Porém, seja caindo de cabeça, de frente ou de costas, se a criança se manter ativa, tranquila, normal como sempre, não há necessidade de levar ao hospital. Se achar necessário, os pais ou responsáveis devem comunicar o pediatra e mantê-la em observação”, finaliza.
 

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