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Fórum Panrotas debate sobre evolução do turismo global e a valorização do mercado brasileiro

O evento reuniu importantes lideranças, do ramo de turismo, do Brasil e do mundo em São Paulo. Um dos convidados especiais foi o ministro do Turismo da África do Sul, Marthinus van Schalkwyk 28/03/2013 às 07:54
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Palestra concorrida de Greg Webb, presidente do Sabre Travel Network: visão de um player que atua em diferentes segmentos de viagens
ROGÉRIO PINA ---

Conhecido por apresentar e antecipar as tendências e perspectivas para o segmento do turismo, o Fórum Panrotas reuniu em São Paulo importantes lideranças do Brasil e do mundo, que atenderam ao chamado da parceria formada entre o principal veículo de informação para o profissional do turismo e a CNC – Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

Entre os focos dos debates e painéis, a evolução do turismo global e a valorização do mercado brasileiro; os desafios do desenvolvimento sustentável, os direitos e deveres na venda de produtos e serviços de viagens; a distribuição de produtos em um cenário competitivo e virtual, além do tema que esteve presente na maior parte dos debates: como a tecnologia e os diferentes tipos de mídia estão impactando o mercado do turismo.

Copa do mundo em ‘case’

Um dos convidados especiais do evento foi o ministro do Turismo da África do Sul, Marthinus van Schalkwyk, que apresentou no painel “Mercados Emergentes” o ‘case’ sobre a Copa do Mundo de 2010, sediada por aquele país. Segundo ele, um evento desse porte permite grandes parcerias e investimentos, mas é preciso ter em mente que a vida continua após os megaeventos – ele citou a importância de programar a utilização de estádios depois da Copa e desestimulou a construção de hotéis de luxo, que podem ficar sem demanda após o torneio.

Outro alerta foi para que não se caia na tentação de oferecer preços diferenciados para locais e para estrangeiros, pois “as pessoas não querem se sentir abusadas”. Para o ministro sul-africano, o principal legado de uma Copa do Mundo é a sustentabilidade (Green Legacy) e a oportunidade de penetração do país sede em regiões onde não era conhecido, em função da divulgação global.

Marina Silva, Guillermo Alcorta e painelistas do encontro

Outro importante convidado foi David Scowsill, presidente do World Travel and Tourism Council (WTTC), que alertou que o Brasil precisa flexibilizar os vistos para mais países, principalmente Estados Unidos e aqueles que podem demandar turistas durante a Copa do Mundo e Olimpíadas. Scowsill, de forma elegante, apresentou dados que situam o Brasil entre os países com grande deficiência em infraestrutura de aeroportos, de rodovias e na hotelaria.

Tecnologia dá o tom no fórum

Uma das palestras mais interessantes e impactantes do Fórum Panrotas foi apresentada por Peter O’Connor, diretor da Essec Business School, que falou sobre como o mundo on-line se insere atualmente na indústria de viagens. Além das novas tecnologias (segundo ele, o futuro nas vendas será dominado pelos smartphones), O’Connor abordou as mudanças no perfil do consumidor e que, por conta disso, a interação com o cliente tem que mudar.

Outro alerta: os fornecedores são ruins no modo como disponibilizam as informações de seus produtos na web, o que facilita o crescimento de um novo “concorrente”: as OTAs (agências online), que hoje já dominam os mercados da Europa por meio das empresas Booking.com e Expedia, que geralmente produzem uma ‘reembalagem’ dos produtos, facilitando a busca  e fisgando os clientes das agências tradicionais e de hoteis. O mais preocupante, afirmou O’Connor, é que as OTAs estão vencendo a batalha.

O consultor irlandês afirmou que a América Latina está atrás no e-commerce, e chamou atenção para a importância do monitoramento sobre o que as pessoas estão “falando” na Internet sobre os produtos, o que pode afetar a reputação e, consequentemente, os negócios.

Novos ‘atores’ no segmento

Um dos setores mais enfocados no Fórum Panrotas foi o da hotelaria, que passa por um dilema: assim como as agências de viagens, será obrigado a investir em tecnologia, se quiser sobreviver. E mais: além de investir em formatos de distribuição, ainda tem que atender os hóspedes que, atualmente, dão preferência a quem oferece Internet grátis nos quartos e também nos lobbies dos empreendimentos.

As empresas aéreas brasileiras, por sua vez, anunciaram durante o evento que entregaram ao Governo Federal a “Agenda Ano 2020”, um estudo que aponta caminhos para aumentar a quantidade de passageiros transportados no e a partir do Brasil até o ano 2020 – se contar com estrutura aeroportuária, o setor estima dobrar o atual número, chegando a 200 milhões de passageiros/ano.

Outro painel atualíssimo foi apresentado pela diretora do Facebook no Brasil, Paula Bellizia, que mostrou como as viagens formam o maior conteúdo da maior rede social do planeta, e as ferramentas que podem auxiliar as empresas do setor a turbinar seus negócios. No mesmo painel, o publicitário Maurício Magalhães apresentou reflexão sobre o comportamento dos consumidores e das marcas nos novos ambientes de expressão e mídia. Outro painel juntou OTAs, como Hotel Urbano, Viajanet e Expedia, e o diretor de Negócios do Google, que está entrando no segmento de viagens. O futuro promete.

* O jornalista viajou a convite da organização do evento.

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