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Foto faz de conta: pais e filhos se divertem em ensaios fotográficos

A fotógrafa amazonense Beatrice Leong criou a série “Brincando de Cinema”, onde a pequena Clarice Carvalho se transforma em personagens. A paulista Lidiane Lopes, que após seu terceiro filho, também mergulhou em cenários mágicos 14/06/2015 às 15:22
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A desenvoltura de Clarice (acima) diante das câmeras é impressionante: a menina busca interpretar facialmente cada personagem que recebe da mãe
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Deixar a criatividade ir além com os filhos é sabor comum à boca de todo e qualquer pai/mãe. O mundo de fantasia no qual as crianças vivem acaba submergindo os “grandões” na magia, e por que não viver o prazer de ser um personagem de filme, quadro ou conto de fadas, seja por um instante? A fotógrafa amazonense Beatrice Leong, 30, aproveitou a paixão por filmes e por alguns personagens e criou a série “Brincando de Cinema”, onde quem veste a roupa dos caracteres favoritos dela é sua filha, a pequena Clarice Carvalho, de seis anos. E a magia inebria – as duas.

Beatrice é proprietária do Studio Criativo (@studiocriativo), que trabalha com fotografia infantil. Ela começou a fotografar a sua pequena desde que a menina nasceu. A série em questão foi iniciada há 18 meses e começou despretensiosamente. O primeiro personagem em questão foi o Edward Mãos de Tesoura, protagonista do filme homônimo vivido por Johnny Depp. “Um dia a gente estava brincando de pentear o cabelo. Eu mostrei a foto do personagem e perguntei se ela deixava fazer igual. Depois ela me deixou maquiá-la e tal”, lembra a mãe.

Para compor os personagens que a filha “vive” diante das lentes fotográficas – que incluem o vilão dos quadrinhos Coringa, a pintora Frida Kahlo e o sociopata Alex DeLarge, do filme “Laranja Mecânica” – Leong busca sempre utilizar coisas que já tem em casa. “Acho que usar coisas de fora e reproduzir tudo com muita fidedignidade faz perder a graça”, pontua. “Na foto da Frida, por exemplo, você pode ver que tem um turbante na cabeça dela, o que na verdade é um xale amarrado. As flores são um colar que eu tinha de tecido. A roupa do Edward original tem correntes, e eu usei cintos transpassados, e tesourinhas de unha para substituir as garras do personagem”, explica.

Os ensaios são realizados com uma distância entre a periodicidade de tempo. “Não faço diariamente porque quero acompanhar as mudanças no rosto da minha filha. Hoje em dia faço de seis em seis meses. E como são personagens quase sempre sombrios, procuro sempre dar um ar mais leve com os itens de casa”, assegura ela, lembrando que há toda uma estratégia de convencimento para com a filha. “Clarice nunca se negou a fazer nenhum, mas ela fica tentando entender cada um deles. Ela ficou meio assim com o Coringa, mas expliquei que, por mais que fosse um vilão, era também engraçado”, diz, aos risos.

Como fazer

Outra fotógrafa que se apaixonou por esse mundo da fotografia infantil foi a paulista Lidiane Lopez, que hoje é referência quando se fala em clicar gestantes e recém-nascidos, criando novas texturas, estilos e acessórios específicos para este público. Após engravidar do seu terceiro filho veio nela vontade de mergulhar nesse mundo, bem como também mergulhar mães e filhos em cenários mágicos. “Não existe uma técnica no manuseio da câmera, mas sim a criatividade está nos nossos cenários, nos nossos figurinos, nos acessórios”, relata ela, que trabalha neste nicho há sete anos.

Aos pais e mães que querem enveredar pelo mundo do faz de conta por meio das lentes de uma câmera com os filhos, Lopez indica que o foco deve ser centrado mais exatamente na produção do que no equipamento e também na iluminação, que conta muito. Os melhores ângulos na verdade são os ângulos de baixo. O melhor é abaixar para ficar na altura da criança e pegar a criança no mesmo nível que você. A foto fica mais bonita”, pondera. Em relação à agitação de cada criança, ela diz para deixar a criança à vontade. “E tentar captar as imagens de acordo com que ela vai dando pra gente”, destaca.

Tentar deixar os pais juntos com as crianças, as chamando para brincar é o ideal. “Quanto menos (o profissional) interferir melhor, pois se o profissional interfere a criança, às vezes, pode se assustar, ficar com medo”, destaca. “E se a criança é agitada não tem como deixá-la quieta. É diferente do ensaio newborn, que tem técnicas para fazer o recém-nascido dormir, mas se o bebê é maior e é agitado, temos que retratar a criança como ela é, tentando fazer com que ela brinque e se divirta”, finaliza.

Destaque

Beatrice é fã de todos os quatro personagens que retratou. “Eu comecei a fazer isso também porque meu pai, que mora comigo e com meu marido, tem uma coleção de cartazes de cinema absurda. Ele vende na internet, troca, etc. Ele tem os cartazes originais do ‘Laranja Mecânica’. A minha ideia para o futuro é que, se eu fizer uma exposição específica, eu colocaria a foto dela ao lado do cartaz, combinando a temática”, diz.

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