Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
REGISTRO

Fotografias de parto feitas por amazonense são reconhecidas por associação internacional

Quatro registros da fotógrafa Anne Lucy Barbosa receberam selos da Family Photojournalist Association



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Divulgação
18/04/2019 às 16:30

Rosiel Mendonça

Ansiedade, nervosismo e alegria são algumas das emoções que frequentemente acompanham o trabalho da amazonense Anne Lucy Barbosa, especializada em fotografia de família e responsável pelo registro de gestações, partos e primeiros dias de recém-nascidos. Trabalhando com esse segmento há pouco mais de dois anos, ela acaba de ter quatro de suas fotos de parto reconhecidas pela Family Photojournalist Association, comunidade online internacional que concede selos de distinção aos melhores cliques dos seus associados. Tudo passa pelo crivo de um júri formado por quatro fotojornalistas e cada selo (dourado, azul e roxo) tem uma pontuação específica.

“Os profissionais fazem o cadastro nessa associação e ficam no banco de dados, que muitos clientes consultam quando estão em busca de um fotógrafo de família. Ao longo do ano ocorrem várias premiações, e no fim do ano é divulgado um ranking com os profissionais que foram mais premiados. Essa é a primeira vez que minhas fotos recebem o selo deles”, comemora Anne, que ganhou dois selos azuis e dois roxos.

Ela aproveita para contar a história por trás dos cliques: “Duas fotos foram de um mesmo parto domiciliar, onde a mãe aparece cercada por sua rede de apoio e depois segurando a mão da doula. A terceira foi feita depois de uma cesárea eletiva, e o bebê estava dando vários sorrisões depois. Foi esse momento que captei. A última foto é de um bebê mamando com a mãe, que tentou bastante o parto normal e depois de cerca de 12h acabou indo para a cesárea. Ela estava exausta, mas quando viu o bebê dela no colo soltou aquele sorriso de alívio”.

Anne conta que foi a fotografia de parto quem a “escolheu”. Quando engravidou do seu primeiro filho, hoje com dois anos e oito meses, ela começou a pesquisar sobre as formas de parto e se encantou com as fotografias e vídeos de partos humanizados e domiciliares. “Era algo que eu realmente me via fazendo, só que aqui em Manaus ainda era algo novo, eu achava que seria impossível fazer algo do tipo. Fui começando aos poucos e acabei conseguindo me inserir nesse mercado”.

Segundo a fotógrafa, esse tipo de registro traz inúmeros desafios – por um lado, é um dos momentos mais belos e emocionantes para uma mãe; por outro, é um teste para a versatilidade de quem está com a câmera na mão. “Acho que o principal desafio é o espaço, porque nunca sei o que me espera. Às vezes o parto acontece num local muito pequeno, mesmo em casa, então tenho que me adequar. Em função disso, nem sempre posso pegar o melhor ângulo porque a prioridade é a equipe médica. Também não posso interferir em nada e tenho que fotografar como dá, com a luz que tem”, explica.

Para a amazonense, cada parto é único, uma verdadeira caixinha de surpresas que também mexe com a sensibilidade e o bom senso do profissional. “O fotógrafo tem que estar preparado para tudo. Fotografei quase 50 partos até hoje e não tive nenhuma intercorrência grave, mas por duas vezes presenciei episódios em que o bebê precisou ser reanimado. Nessas situações mais críticas, a gente tem que baixar a câmera, em respeito à família e à equipe que está trabalhando, e rezar para que tudo dê certo. Só quando o bebê chora é que a gente pode registrar de novo. É muitas sensações misturadas ao mesmo tempo”.

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