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Fotógrafos do Amazonas participam do Salão de Artes Fotógráficas de Londrina

O Salão de Londrina é um dos fotoclubes inscritos na Confoto (Confederação Brasileira de Fotografia) 07/11/2015 às 11:31
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A foto "Trio Peralta", de Zamith, foi clicada na Praia de Maragogi, no Alagoas
Laynna Feitoza Manaus, AM

Cinco fotógrafos do Amazonas tiveram suas produções selecionadas para exposição contínua no XIX Salão de Arte Fotográfica de Londrina, no Paraná. O salão com as fotos expostas abrirá no dia 28 de novembro e levará os nomes dos fotógrafos Zamith Filho, Aguilar Abecassis, Anderson Yamada, Núbia Lima e Francisco Lima para apreciação dos olhares paranaenses. Todos os fotógrafos são membros do FotoClube Lentes da Amazônia.

O Salão de Londrina é um dos fotoclubes inscritos na Confoto (Confederação Brasileira de Fotografia). Todos os anos existem competições nacionais de fotoclubes, com temas variados, a exemplo da Bienal Cores e Bienal Preto e Branco. Além do Salão de Londrina, que é geral. “Então se torna mais difícil [seletivo] do que com temas mais específicos. Valem todo o tipo de foto e temas, e inclusive podem ser inscritas pessoas de fora dos fotoclubes”, destaca Anderson, um dos fotógrafos selecionados.

Anderson Yamada


A técnica de imagem da foto “Projeções”, embora seja simples, requer alguns cuidados como velocidade de disparo e aberturas grandes de diafragma, além da escolha da imagem, porque, segundo Yamada, autor da foto, não é em todas as pessoas que funciona. “Ela foi feita em estúdio, com projetor direcionando a figura no corpo da mulher, e também foi produzida em total escuridão, apenas com a luz do projetor. Algumas poucas pessoas no mundo usam a técnica de projeção de imagem”, salienta ele.

Francisco Lima


 O fotógrafo emplacou duas imagens: “Caronte”, em alusão ao personagem da mitologia grega, responsável por transportar os recém-mortos para o Hades. “Esta foto foi feita na praia do Açutuba, por volta do meio dia, em 2012”, pontua ele. A segunda foto se chama “El Dorado” e desperta a curiosidade de muitos: há quem veja um mapa do Brasil na imagem em silhueta. “Ela foi produzida na orla de Santarém (PA). A parte dourada é um resto de água. Percebi que as pessoas utilizavam essas pontes improvisadas para chegar às embarcações. Me posicionei de frente para o sol e cliquei”, aponta.

Aguilar Abecassis


Um dos profissionais escolhidos para a mostra, o fotógrafo Aguilar Abecassis, de A CRÍTICA, é nascido em Parintins, e escolheu a cidade natal para ser palco da imagem clicada por ele, batizada de “Janela da Esperança”. “Particularmente eu gosto dela pelas cores. O elemento humano dá toda a diferença nela, pois sem o garoto faltaria alguma coisa na foto. O fato da parede ser azul justifica o nome dado à imagem: dizem que é a cor dos sonhos e da imaginação, e o fato de ter uma criança nela me deu a ideia de esperança”, assegura.

Núbia Lima


A fotógrafa foi surpreendida quando chegou no Distrito do Cacau Pirera e viu a comunidade desfrutando de um lazer que mais parecia um parque aquático com pula-pula e música ao vivo. E foi assim que ela clicou a imagem “Alegria Ribeirinha”. “Os comunitários estavam felizes recebendo as águas do Rio Negro, numa profunda identidade com o fenômeno da enchente. Foi uma emoção fantástica”, diz ela, que utilizou a técnica de baixa velocidade para valorizar os respingos da água.

Zamith Filho


Uma viagem em família, os sobrinhos da esposa, praia e diversão retratam bem a alegria da foto “Trio Peralta”, de Zamith Filho, clicada na Praia de Maragogi, em Alagoas. “As três crianças saltando representam o verde, vermelho e o azul, que compõem um padrão utilizado na fotografia chamado RGB”, destaca. A segunda foto, chamada “Barracas”, as evidencia na vazante do rio. “Estava sobrevoando a cidade fazendo fotos e vi as barracas coloridas, as canoas trazendo peixe e banana, e procurei fazer uma foto mais vertical possível”, conta ele.

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