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DANÇA

Galeria do Largo recebe curta temporada da performance 'Reservoir'

Obra de dança contemporânea que dialoga com as artes visuais fará curta temporada na Sala Avenida do espaço 07/12/2018 às 15:07
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Alberto César Araújo/Divulgação
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

O artista Francisco Rider realiza neste mês de dezembro uma minitemporada da performance “Reservoir”, que fez parte da programação do último Festival Amazonas de Dança (FAD). As apresentações acontecem nos dias 8, 15 e 22, entre as 19h e 20h, na Sala Avenida da Galeria do Largo, no Largo São Sebastião, Centro. A entrada será gratuita.

Estabelecendo um diálogo entre a dança contemporânea e as artes visuais, a obra cênica foi executada pela primeira vez em 2002, na Judson Memorial Church, em Nova York. Doze anos depois, Rider fez uma releitura de “Reservoir”, que à época havia sido contemplada com o Prêmio Manaus de Artes Visuais, da Manauscult.

“Resolvi revivificar esse trabalho em 2014 porque achei que ele tinha um potencial. Revirando meu acervo de fotografias relembrei o quanto ele era interessante, então pensei que dava pra fazer uma releitura”, relembra o artista, que fez uma série de apresentações na Praça Dom Pedro II, Centro Histórico de Manaus. Da versão original, ele resgatou a forte visualidade e os rolos de papel que faziam parte da montagem.

alteraçãoRecentemente, com a seleção da performance no FAD, a ideia era que “Reservoir” fosse apresentada no Largo São Sebastião, mas durante a pré-produção o artista resolveu fazer uma mudança de percurso. “Essa obra dialoga com a cidade, mas não é como teatro de rua. É um espetáculo sutil e minimalista, pois falo com o público muito próximo. Quando fui ao Largo para sentir a energia do ambiente, percebi que não rolava ali”.

Foi quando ele descobriu a Sala Avenida, que funciona como uma espécie de reserva técnica nos fundos da Galeria do Largo, ocupada por quadros de todos os tamanhos. “Tem tudo a ver com o nome da performance, que tem um sentido de reservatório de ideias, emoções, conceitos...”, acrescenta Rider, que contou com o apoio do curador do espaço, Cristóvão Coutinho.

“Como deu muito certo levar o trabalho para lá, pois o público achou a proposta interessante, pensei em realizar uma minitemporada na Sala Avenida. A única coisa que continua reverberando em relação à versão original dessa obra é a cor branca do ambiente. O branco vai sendo preenchido pelo corpo, pela cidade, pelos objetos”, finaliza.

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