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SAMURAI DO FUTURO

Amazonenses criam game e misturam universos de ‘Kill Bill’ e ‘Blade Runner’

Estética do jogo "Akane" possui elementos visuais do subgênero cyberpunk. Jogo tem previsão de lançamento para fevereiro para PC, porém, criadores estudam plataforma para PS4 e Xbox 03/02/2018 às 18:46 - Atualizado em 04/02/2018 às 14:01
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(Foto: Divulgação)
Tiago Melo Manaus (AM)

O conceito de cyberpunk não é algo novo na cultura pop. Filmes como “Blade Runner” ou o anime “Ghost in the Shell”, bem como o livro “Neuromancer”, já exploraram bem a estética deste subgênero da ficção científica. Outro conceito comum é o de samurais. Os valorosos guerreiros do Japão feudal já estrelaram diversas obras, em especial os filmes dirigidos pelo mestre Akira Kurosawa. Mas quem pensaria em juntar os dois?

Bom, os caras do Ludic Studios, de Manaus, tiveram essa ideia e criaram algo único: o jogo “Akane”. Com uma jogabilidade frenética e uma arte pixelizada super colorida, “Akane” é resultado do trabalho conjunto do trio de amigos Artur Ataíde, Lui Gama e Joel Hamon, responsáveis pela arte, programação e produção, respectivamente. Segundo Hamon, a ideia para o jogo surgiu em 2017, durante uma game jam, na qual criaram a gênese de “Akane”.

“Muito antes já queríamos fazer um jogo de samurais no Japão antigo, mas por influência de um amigo nosso, que é músico e fascinado por techno e eletro, e que agora trabalha na trilha sonora do game, decidimos acrescentar esse elemento futurista. E foi durante essa game jam do ano passado que criamos o ‘Saigo’s Ultimate Battle’. Por conta da grande aceitação que ele teve, demos continuidade ao projeto, de forma a aperfeiçoá-lo e a torná-lo no que hoje conhecemos como Akane”, afirmou Hamon.

Por dentro

Com previsão para ser lançado ainda em fevereiro para PC – e quem sabe no PS4 e Xbox One em um futuro bem próximo – “Akane” segue o estilo de seu predecessor, ou seja, é um jogo de ação com boa dose de sangue, em que a protagonista, uma ronin de cabelo azulado, armada com sua katana, se vê cercada por inúmeros inimigos, no melhor estilo Beatrix Kiddo contra os 88 Loucos, visto em “Kill Bill: Volume 1”. A diferença é que a ação ocorre em uma Tokyo do futuro recheada de luzes neon.

“O objetivo principal é simples e viciante: matar o maior número de Yakuzas possível e fazer a maior pontuação”, explicou Hamon, que destaca algumas particularidades do game, como a diversidade de inimigos, armas diferenciadas, a riqueza de detalhes do cenário e o storytelling. “A história será contada com pouquíssimos diálogos. Portanto, cabe ao jogador entender o que está acontecendo no game e, para isso, o próprio cenário será de grande ajuda”, concluiu o produtor.

Projetos em andamento

Desde 2016, o Ludic Studios trabalha em seu primeiro grande jogo, “The Keeper”, cujo desenvolvimento foi momentaneamente pausado para que a equipe concentrasse os esforços em “Akane”. 

“The Keeper” é um jogo de ação e sobrevivência que apresenta batalhas de patrões e um sistema de combate focado em combos, execuções, defesa e contra-ataques. 
Durante o dia, o personagem pode caçar, ir pescar, cortar árvores, explorar os arredores da torre em busca de recursos e muitas outras coisas para sua subsistência. As lutas geralmente ocorrem à noite, quando as criaturas aparecem.

De acordo com Hamon, “The Keeper” já concluiu sua fase de testes e precisa apenas de alguns ajustes finais. A previsão é de que ele seja lançado ainda neste ano.

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