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ALVORADA

Garantido arrasta dois mil à tradição da Alvorada, em Parintins

Antes da Alvorada, boi vermelho lançou o disco “Celebração” no Curral Lindolfo Monteverde - a Cidade Garantido 04/05/2016 às 14:46 - Atualizado em 04/05/2016 às 16:28
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Já o tradicional Baile da Alvorada levou cerca de seis mil pessoas à Cidade Garantido (Aguilar Abecassis)
ACRITICA.COM

O boi de Lindolfo Monteverde saiu pelas ruas de Parintins (AM) no último dia 1º de maio e avermelhou a cidade com a tradicional Alvorada, que aconteceu na madrugada. Cerca de dois mil brincantes do boi vermelho acompanharam a passeata até a Catedral de Nossa Senhora do Carmo, assim como manda a tradição. Antes, na noite do dia 30, os brincantes puderam acompanhar o Baile da Alvorada, que aconteceu no Curral que leva o nome do fundador do bumbá, e que também é parte da grande festa.

No Baile, aconteceu uma verdadeira apoteose dos itens do boi vermelho junto às toadas. A festa reuniu cerca de seis mil pessoas, mais do que no ano passado. “O Curral estava lotado e ainda tinha gente do lado de fora”, declara o artista e jornalista Mencius Melo. “Os grandes momentos da festa em si foram a apresentação dos itens individuais”, destaca ele.

Um dos diferenciais do boi Garantido foi o Auto do Boi, com a interpretação do Pai Francisco (João Paulo Faria). Neste momento, elementos cênicos como o apresentador (Israel Paulain), levantador (Sebastião Jr.), e amo do boi (Tony Medeiros) também se juntaram à interação. Na festa, também foi lançado o novo álbum do boi Garantido, intitulado “Celebração”.

Fervor

Por volta das 2h30, o baile terminou e o “povo de alma vermelha” foi para as ruas da Ilha Tupinabarana. Paulinho Faria, ex-levantador de toadas do bumbá, aproveitou para participar da comemoração e relembrar a sua trajetória perante o boi. Às 7h, o boi Garantido estava no meio do povo repleto por torcedores e tambores que rufavam as toadas clássicas, enquanto o público ainda se mantinha firme na passeata até a Catedral de Nossa Senhora do Carmo. Ao chegar na frente da Catedral, a aglomeração fez uma oração, cantou a toada “Boi do Carmo” - como é de praxe; fez as brincadeiras tradicionais e então se dispersou. Para muitos, a festa terminou no tradicional café da manhã, no Mercado Municipal, às 8h.

Frase

“Antes da década de 70, a tradição acontecia só na Baixa do São José. Por volta de 1978, comprei um caminhão onde, em cima da cabine, a gente ia com alto falantes que chamávamos de ‘boca de ferro’, e um microfone em que o Paulo [Faria] cantava. Passávamos com o caminhão lá pela Francesa [área do Caprichoso]. Eles jogavam ovos e pedras. Assim, a gente ia aguçando a rivalidade” (Zezinho Faria, ex-presidente do Garantido)

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