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Garimpando memórias: TV Cultura recupera rico acervo da TV amazonense

Hoje, em pleno 2016, os profissionais da TV Cultura do Amazonas compartilham todas as vivências profissionais daquele período no programa “Memórias”, veiculado sempre às segundas, às 21h 20/11/2016 às 17:08
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O teatrólogo Márcio Souza sendo entrevistado por Otoni Mesquita (Reprodução)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

1970 e 1980. Nas TV’s do Brasil, havia um cenário de precariedade e criatividade que imperava entre os equipamentos de reportagem nada modernos e mentes muito ágeis. Os poucos recursos davam vazão às muitas lutas, principalmente porque eram travadas em meio à ditadura limitar vigente na época, configurando um verdadeiro crime à liberdade de expressão. Hoje, em pleno 2016, os profissionais da TV Cultura do Amazonas compartilham todas as vivências profissionais daquele período no programa “Memórias”, veiculado sempre às segundas, às 21h.

No projeto, o pesquisador e jornalista Otoni Mesquita media uma conversa informal entre importantes nomes que passaram pela TV Cultura do Amazonas. A iniciativa veio por meio de um projeto de recuperação de fitas da emissora, o qual Otoni coordena. “Eram fitas que estavam abandonadas na TV, e sobreviveram graças à atenção de profissionais da própria TV que entendiam aquele significado. Uma parte havia ido ao lixo anos atrás. No início, foi mais uma recuperação técnica de acervo”, explica Otoni.

Duração

A recuperação do acervo por si só, de certo modo, incomodou Mesquita. “Fiquei incomodado de lidar com a técnica e não lidar com as memórias. Começamos a fazer entrevistas, mas depois as conversas que eram pra durar cinco minutos duraram uma hora”, diz ele, lembrando que até hoje já foram veiculados quatro episódios do projeto. A cantora Kátia Maria, o teatrólogo Márcio Souza e o professor Renan Freitas Pinto são alguns dos nomes que participam do projeto.

O pretexto inicial das conversas é a TV em si, com a importância das memórias da TV. “Mas estão vinculadas à história da cidade. É muito comum eu questionar de tudo, sobre o tema da ditadura também, um período em que eles atuaram, e sobre quais eram as condições da TV, que tinha precariedade, mas criatividade. O Renan, a Matilde Hosannah e Célia Lopes ressaltam que a TV não tinha tantas condições e que havia uma polivalência, porque os profissionais tinham que dominar várias funções. Eles falam que tinham que ser até atores, que tinham que apresentar o programa”, coloca Otoni.

Frase

"A partir do depoimento da Célia Lopes e Matilde Hosannah, começamos a convidar as pessoas mais citadas nas conversas. Porque além das pessoas que passaram décadas na TV, tiveram pessoas que fizeram contribuições pontuais, como no caso do Márcio Souza, que contribuiu na década de 70 deixando um fruto forte, que ajudou a criar um núcleo de cinema na TV naquela época” (Omar Gusmão, produtor do programa)

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