Publicidade
Entretenimento
SHOW

Geraldo Azevedo e Alceu Valença apresentam repertório cheio de sucessos, em Manaus

Alceu Valença comemorou a possibilidade de retornar a Manaus. “Foi no Teatro Amazonas que eu fiz um dos meus primeiros shows de voz e violão”, revelou ele, em entrevista à reportagem 31/03/2016 às 15:02 - Atualizado em 01/04/2016 às 09:45
Show fotoa
Mesmo sem confirmar se subirão juntos ao palco, eles prometem muita emoção
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Na noite desta quinta-feira (31), duas feras da música popular brasileira fazem show em Manaus: Geraldo Azevedo e Alceu Valença se apresentam no Dulcila Festas e Convenções, a partir das 22h, dentro do projeto “Rio Samba Show”. Conterrâneos e amigos de longa da data, os artistas dividirão o mesmo palco para brindar o público amazonense com seus maiores sucessos.

Como o Bem Viver Blog adiantou, Alceu Valença comemorou a possibilidade de retornar a Manaus. “Foi no Teatro Amazonas que eu fiz um dos meus primeiros shows de voz e violão”, revelou ele, em entrevista à reportagem.

O cantor pernambucano também se gaba de ter oito tipos de show – um puxado mais para o Carnaval, outro para as festas juninas, outro com feitio “metropolitano”, e por aí vai. Este último, feito para o fã que sabe os grandes sucessos de cor, é o que ele vai apresentar hoje na cidade.

O tom da conversa mudou à menção do nome de Geraldo Azevedo, e Alceu mal disfarçou a felicidade em poder reencontrar o parceiro. “Sou compadre de Geraldo. Fizemos um disco juntos quando vim para o Rio, mas depois ele viajou para o lado dele e eu para o meu. Apesar de sermos amigos demais, a gente quase nunca se encontra”.

O álbum em questão é “Quadrafônico”, lançado em 1972 com arranjos do maestro Rogério Duprat, nome de referência do movimento tropicalista. Com toques de psicodelia, a sonoridade do disco em muito difere dos caminhos trilhados por cada um nos anos seguintes.

Alceu só não sabe ainda se os fãs de Manaus vão testemunhar esse encontro no palco do Dulcila - pelo roteiro, cada um vai fazer seu próprio show. “Até agora não temos nada combinado”. De qualquer forma, “Táxi Lunar”, composta por eles dois em parceria com Zé Ramalho, é uma das músicas confirmadas no repertório de Alceu, também de hits atemporais como “Morena tropicana” e “Anunciação”.

Independência

Geraldo Azevedo, que acaba de completar 71 anos, sendo mais de 40 deles dedicados à música, comemora o fato de estar em pela produção. Como adiantou em entrevistas anteriores, ele está sempre compondo e tem um arsenal de músicas inéditas ainda por lançar. “Estar no palco me mantém jovem e ativo. Não há como negar a maturidade, que é uma coisa muito boa, principalmente no lado compositor”, disse a Heloisa Tolipan.

O show de Geraldo é um apanhado de uma carreira prolífica. Estão lá desde os grande sucessos até aquelas menos conhecidas do grande público. “Dia Branco”, ele diz, é uma que não pode faltar. Nas apresentações de voz e violão, em que o contato com o público é mais direto, a maior satisfação para o cantor é ver suas canções na ponta da língua.

Além disso, Geraldo atribui vê a independência artística como uma de suas maiores conquistas, como confessou ao Diário do Nordeste, de Fortaleza. “Criei minha produtora ainda na década de 80, quando a atuação das gravadoras ainda era muito forte. Poder fazer o meu trabalho da forma que acredito, com as pessoas que confio, não tem preço”.

Trilha sonora na televisão

Coincidentemente, Geraldo Azevedo e Alceu Valença estão na trilha sonora da novela “Velho Chico”, exibida pela Globo. Enquanto a voz de Alceu surge no folhetim cantando “Flor de tangerina”, Geraldo está no “Pot-pourri Suíte Correnteza”, em que canta “Barcarola do São Francisco”, “Talismã” e “Caravana” ao lado de Elomar, Vital Farias e Xangai.

O disco que apresentou os artistas ao Brasil

“Quadrafônico” (1972) é o disco de estreia tanto de Geraldo como de Alceu no mundo da música. Saídos de pernambuco, chegaram no Rio, assinaram contrato com a Copacabana e seguiram para São Paulo, onde estava o estúdio em que gravariam o álbum. O trabalho tem arranjos do maestro Rogério Duprat e traz faixas como “Talismã”, “78 rotações” e “Me dá um beijo”.

Publicidade
Publicidade