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Ginástica cerebral desenvolve a atenção, a memória e o raciocínio

No programa, exercícios aeróbicos para os neurônios. Tudo para tirar o órgão do sedentarismo 05/09/2015 às 18:01
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Na academia cerebral, alunos se exercitam com material lúdico
Artur Cesar ---

Você vence a preguiça e o desânimo e vai para a academia malhar todos os dias. Depois de muito sacrifício à base de treinamento e dieta, ostenta a famosa foto na frente do espelho, compartilhada com orgulho nas redes sociais. Mas e o cérebro? Tem exercitado da forma correta? Poucas pessoas atentam para a importância da ginástica cerebral para o nosso bem-estar. 

Recentemente, uma academia foi aberta na cidade para auxiliar nesse treinamento. Trata-se da primeira unidade em Manaus da Supera, franquia que usa ferramentas pedagógicas com o objetivo de desenvolver a atenção, a memória e o raciocínio. No programa, exercícios aeróbicos para os neurônios. Tudo para tirar o órgão do sedentarismo. Isso porque apesar de ser um órgão requisitado o tempo todo, o cérebro tem tendência a ser preguiçoso. 

“Se eu for na academia uma única vez, não vou ficar magro, nem enrijecido. Preciso de um tempo para o meu corpo acostumar, a mesma coisa com o cérebro. Para que ele modifique o hábito de ir para o piloto automático são 18 meses, mas é possível notar a diferença a partir do sexto mês”, explica a gestora comercial do Supera, Carolina Costa. 

“Nas crianças é estimulado o aumento do aprendizado, por meio de conexões neuronais muito mais rápidas. Já nos adultos e idosos trabalhamos no restabelecimento dessas conexões, que vão se apagando com o passar do tempo, ficando sedentarias”, complementa. “O exercício cerebral é baseado em novidade, variedade e desafio crescente. É preciso colocar algo novo e desafia-lo sempre, cada vez mais. Não adianta fazer algo comum. Fazer palavras cruzadas no nível fácil por anos, por exemplo, não estimula em nada seu cérebro, que sempre vai optar pela zona de conforto”, explica a profissional.   

BENEFÍCIOS

A ginástica cerebral evita as perdas cognitivas e pode retardar sintomas de doenças como o Alzheimer, uma doença que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afeta 14,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais.

“Nas três primeiras fases do Alzheimer conseguimos auxiliar para que a pessoa não sinta o impacto da doença com tanta rapidez”, observa Carolina. Ainda não há comprovação científica de que os exercícios cerebrais ajudem pessoas com a síndrome, por isso a importância do trabalho preventivo com a ginástica cerebral. A neurociência, por sua vez, já comprovou que os estímulos formam novas redes de conexões neuronais e melhoram a capacidade cognitiva do cérebro. 


‘CHINELOTERAPIA’

Mas a ginástica cerebral também auxilia nos estudos. Aliás, o Supera nasceu por conta das dificuldades enfrentadas por seu criador na educação do próprio filho. Antônio Carlos Perpétuo usou de tudo para aumentar a concentração do rebento, inclusive o método da “chineloterapia”, com as famosas palmadas, mas foi na neurociência que encontrou a solução. Com a ginástica cerebral, o aluno passa a ter mais interesse pelas aulas e mais facilidade de aprender.  


Carolina Costa explica que o método é indicado para todas as idades. “Com o material ‘Brincar Para Aprender’, crianças não alfabetizadas já conseguem desenvolver habilidades por meio de jogos lúdicos. A partir dos 6 anos, não há limites para estimular o cérebro”, observa. Ler bons livros e conhecer lugares novos são exemplos de atividades que estimulam o preguiçoso cérebro, mas para resultados mais concretos é preciso frequência e acompanhamento de profissionais capacitados, como em qualquer academia. Quanto mais você exercita o corpo, mais saudável e forte ele se torna. No caso do cérebro, quanto mais estímulos ele recebe, mais ativo e ágil se torna.

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