Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
CD do Glory Opera

Glory Opera inicia produção de terceiro CD

Banda amazonense referência em heavy metal já deu o primeiro passo para lançar o novo trabalho



1.png A banda separou o material para o novo CD neste fim de semana
04/06/2013 às 11:10

Grupo amazonense que atraiu a atenção do Brasil e do mundo para o metal feito na Amazônia, o Glory Opera deu o primeiro passo em direção ao seu terceiro álbum nesse fim de semana. Os integrantes já fizeram a triagem do material que irá compor o novo trabalho, ainda sem nome, e com essa definição inicial preparam-se agora para a fase de produção.

“Havia material guardado o suficiente para fazer dois a três discos.  Tivemos que passar um filtro. Com essa ação, a gente bateu o martelo para trabalhar em cima do que escolhemos. De agora em diante, precisamos sentar e ensaiar para ver como tudo vai soar no disco, ver a interação entre os integrantes na prática”, revela o guitarrista Casé Mar.



Mesmo prematuro, o CD já tem uma linha certa: seguirá a ideia conceitual dos álbuns anteriores, “Rising Moangá” (2002) e “Equilibrium” (2007), completando a trilogia que conta a história de amor de Iara e do índio guerreiro da tribo Moangá. As composições - grande maioria tem como autor o guitarrista solo Jean Rothen - trazem fortemente elementos das lendas amazônicas, embaladas pelo peso do heavy metal em harmonia com arranjos de música brasileira.

Mais estilos

Segundo Casé, o novo álbum deve explorar mais estilos, sem no entanto, fugir da identidade do Glory Opera.

 “Sem dúvidas será um disco mais pesado, inclusive com o uso da guitarra de sete cordas. Vamos passear pelo metal progressivo e melódico, estilos esses que já incorporamos na banda, mas também vamos explorar um pouco do hard rock e incluir mais traços da música brasileira. Nos demos maior liberdade nesse trabalho, mas claro, mantendo o estilo da banda”.

Durante a produção, que muitas vezes significa uma fase mais intimista para alguns artistas, o Glory Opera não deve ficar recluso. A banda trabalha com recursos próprios (sem patrocinador), portanto, os fãs podem esperar muitos shows ao longo do ano - inclusive para ajudar os integrantes a juntar o dinheiro necessário para o processo.

“A gente quer muito mais é tocar, porque é daí que vem o ‘faz-me rir’. Afinal, somos uma banda independente – o que não é ruim, porque não ficamos presos aos caprichos de um produtor ou a uma agenda”, comenta o guitarrista.

Caminho longo

A falta de patrocínio, inclusive, explica o longo período entre os lançamentos anteriores do Glory Opera e este, que nas palavras de Casé Mar, não deve sair este ano. Realidade dura vivida pelas bandas amazonenses, ainda sem a estrutura ideal - tanto física como profissional - para produzir seus trabalhos autorais.

“Essa demora é até natural, pois para uma gravação com qualidade como a do ‘Equilibrium’, por exemplo, a gente gastou de 10 a 12 mil reais. Não é fácil para bandas como nós, pois mesmo fazendo shows a gente tem muito gasto. Temos amigos, parceiros, mas patrocinadores não”, diz, referenciando o segundo CD, totalmente gravado e mixado em São Paulo.

O momento, então, pede a colaboração dos fãs do grupo amazonense, que em se fazendo presente nos shows do Glory Opera, estarão ajudando a banda a trilhar mais rápida a árdua estrada da gravação independente. E em breve deve ser confirmada uma ótima notícia: um show a ser realizado ao lado de uma das maiores vozes do metal brasileiro - quiçá mundial. De acordo com Casé Mar, basta apenas que os integrantes (do Glory) alinhem suas agendas. Aí então, é só correr pro abraço.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.