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ARTES VISUAIS

Grafismos da etnia Tikuna inspiram ciclo de exposições do artista Francisco Ricardo

A exposição “Monólito” está em cartaz na galeria do Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Caua) até o dia 11 de abril. A visitação gratuita pode ser feita das 8h às 12h e das 14h às 18h 30/03/2016 às 10:19 - Atualizado em 30/03/2016 às 17:17
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As 22 obras empregam diferentes técnicas de criação, como a xilogravura, gravura em metal e em linóleo, arte digital e lambe-lambe, com espaço também para estruturas que usam apenas arame e luz (Foto: Divulgação)
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Desdobramento do TCC do artista visual Francisco Ricardo sobre o papel da pintura corporal na etnia Tikuna, a exposição “Monólito” está em cartaz na galeria do Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Caua) até o dia 11 de abril. A visitação gratuita pode ser feita das 8h às 12h e das 14h às 18h no casarão localizado na Rua Monsenhor Coutinho, 724, Centro de Manaus.

As 22 obras que compõem a mostra empregam diferentes técnicas de criação, como a xilogravura, gravura em metal e em linóleo, arte digital e lambe-lambe, com espaço também para estruturas que usam apenas arame e luz. Segundo o artista, essas são técnicas que ele aprendeu ao longo do curso de Artes da Ufam, no qual se formou em 2014.

“Eu queria trabalhar com a pintura corporal no trabalho de conclusão de curso. Procurei na cultura indígena manifestações que tivessem essa força e acabei chegando aos Tikuna, etnia na qual as pinturas corporais são códigos para a forma como os clãs devem se relacionar entre si, indicando com quem podem casar, formar laços, etc.”, explica Ricardo.

Nos trabalhos que ele apresenta na exposição, essa cultura se manifesta na dualidade de cores empregadas, remetendo à mitologia Tikuna, e na própria materialidade das obras.

“Preferi limitar ao preto e branco por uma questão técnica. Além da dualidade, luz e sombra, queria que fosse algo que falasse por si só, mais pelas formas do que pelas cores”, acrescenta.

“As máscaras Tikuna são outra referência que absorvi depois de conhecer uma exposição permanente que fica no Museu Amazônico. Muitos dos trabalhos em ‘Monólito’ têm uma representação zoomófica voltada para essas máscaras, remetendo a animais como o tamanduá, coruja e macaco”.

Três mostras

Professor da rede municipal de ensino e do Sesi Amazonas, Francisco Ricardo conta que “Monólito” é a segunda de uma série de três exposições baseadas em seu trabalho de conclusão de curso. A primeira foi “Zoomórficos”, exposta em 2015, na Casa do Parente.

No dia 15 de julho, o artista visual deve fechar o ciclo com uma nova mostra, “Petróglifo”, desta vez no Museu Amazônico, seguindo a mesma estética e temática. Em breve, ele também levará os lambes-lambes para uma exposição no campus da Universidade do Estado do Amazonas no município de Tefé.

Serviço

o quê Exposição “Monólito”, de Francisco Ricardo

onde Galeria do Centro de Artes da Ufam (Rua Monsenhor Coutinho, 724, Centro)

quando Até 11 de abril, 8h às 12h e das 14h às 18h

quanto Gratuito

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