Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
MÚSICA

Artistas gravam canção em apoio a demarcação das terras indígenas

Nomes como Gilberto Gil, Elza Soares, Lenine e a cantora indígena amazonense amazonense Djuena Tikuna participam do projeto



unnamed.jpg Música já ganhou videoclipe assinado pelo diretor André D´Elia (Divulgação)
25/04/2017 às 05:00

Uma seleção de artistas que inclui nomes como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Arnaldo Antunes, Elza Soares, Criolo, Lenine, Zélia Duncan, Zeca Baleiro e Nando Reis dá voz à música “Demarcação Já”, do letrista Carlos Rennó com o cantor e compositor Chico César.

Resultado de uma parceria das organizações Greenpeace, Instituto Socioambiental (ISA) e Bem-Te-Vi Diversidade com a  Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e as produtoras Cinedelia e O2 Filmes, a canção ganhou vida graças ao trabalho de mais de 25 artistas, entre eles a cantora indígena amazonense Djuena Tikuna. Eles doaram seu talento para apoiar os direitos indígenas, em especial a garantia do território, que é vital para a sobrevivência física e cultural desses povos.



Com mais de 100 versos divididos em 21 partes, a canção está sendo lançada com um videoclipe do diretor André D´Elia, no dia 24 de abril, como parte da Semana de Mobilização Nacional Indígena, em Brasília.

A canção

Com um texto belo e contundente, a música traduz poeticamente os principais aspectos da questão indígena no Brasil, conectando-a com a importância da proteção das florestas. Como afirma Rennó, “a canção parte de um espírito solidário em relação a esses povos que muitas vezes são tão ignorados por parte da nossa sociedade para expressar as implicações disso para o restante da humanidade e para o mundo”.

Para Gilberto Gil, “Demarcação já” é um chamamento, “é um grito de luta”, diz o músico.

Um grito que ocorre no momento em que os direitos indígenas estão sendo atacados na forma de projetos de lei em tramitação no Congresso e medidas administrativas que propõem dificultar as regras para a demarcação de terras indígenas.

De acordo com os artistas e apoiadores da campanha, a demora na demarcação não só deixa territórios de florestas vulneráveis à invasão de grileiros, madeireiros e garimpeiros, como também acirra conflitos, colocando os povos indígenas em perigo, como ocorre com os Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul.

“A demarcação é essencial para garantir o modo de vida dos povos indígenas. Negar essas terras aos povos indígenas é negar seu direito de existir”, dizem os organizadores.

Atualmente, segundo dados do ISA, há no território brasileiro mais de 250 povos, falantes de mais de 150 línguas diferentes. Ainda segundo dados do Instituto, estima-se que, na época da chegada dos europeus, fossem mais de 1.000 povos, somando entre 2 e 4 milhões de pessoas.

 

*Com informações da assessoria de imprensa.


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