Domingo, 16 de Junho de 2019
Vida

Grupo Cluster Sisters mistura música do passado e arranjos do presente em álbum de estreia

A banda mexeu com os telespectadores brasileiros trazendo clássicos como “Tico Tico no Fubá” em arranjos divertidos e retrôs no programa SuperStar



1.jpg O Cluster Sisters nasceu bem despretensiosamente até chamar a atenção de produtores musicais e de eventos Brasil afora
02/07/2015 às 15:57

Você dá o play e você não está mais na sua sala, quarto, ambiente de trabalho. Você está em uma das grandes casas de shows da década de 40, que eram lotadas por um público ainda não dominado pela televisão em busca de diversão e muito swing.

Esta é a sensação causada pelo Cluster Sisters, que acaba de lançar seu homônimo álbum de estreia, o que, claro, faz parte da ideia. “Nosso disco tem o objetivo muito claro de fazer um resgate musical dos grupos de vocal jazz das décadas de 30 e 40, que usavam arranjos para três ou mais vozes, fizeram muito sucesso na época e que hoje são esquecidos. Não se ouve mais esse tipo de música nem se vê esse tipo de artista. Queríamos trazer isso de volta”, declarou Gabriela Catai, integrante do conjunto que também conta com Giovanna Correia e Maitê Motta nos vocais e outros seis instrumentistas.

Curiosamente, apesar de remontarem uma época pré-televisiva, foi justamente na telinha que elas alcançaram notoriedade nacional ao participarem da primeira edição do show de talentos SuperStar.

“Recebemos o convite para nos inscrevermos no programa enquanto preparávamos o disco, mas a gente se empolgou e resolveu tentar. Passamos por duas seleções até entrar no programa, do qual participamos durante dois meses. Foi uma loucura, mas muito legal, e quando terminou, retomamos as gravações”, comentou Gabriela, em um tom ao mesmo tempo feliz e pé-no-chão.

Do hobby à carreira

O grupo paranaense que mexeu com os telespectadores brasileiros trazendo clássicos como “Tico Tico no Fubá” em arranjos divertidos e retrôs começou de uma forma bastante despretensiosa.

“Somos amigas há muito tempo e cantamos juntas no coral da Universidade Estadual de Londrina. Éramos adolescentes quando entramos no coral. Eu, por exemplo, tinha 13 anos quando entrei, então é, faz tempo [risos]. Como a gente queria cantar junto, começamos a nos apresentar como hobby mesmo. No entanto, os shows foram ficando sérios e começamos a ser chamadas para cantar em festas particulares e eventos corporativos. Pouco tempo depois, um produtor que conheceu nosso trabalho pela internet nos convidou para gravar o disco”, disse a vocalista.

Inspiração

As Cluster Sisters descobriram o vocal jazz através do trabalho das Puppini Sisters, trio britânico contemporâneo que também trabalha com o resgate musical das décadas de 30 e 40.

“Nos apaixonamos pelo trabalho delas e resolvemos pesquisar mais o gênero, saber as origens, conhecer seus protagonistas”, explicou Gabriela.Essa pesquisa as levou às canções das Andrews Sisters (foto), que hoje são a maior referência do grupo em termos musicais e estéticos. “Elas fizeram muito sucesso, com uma enorme discografia, além de terem protagonizado musicais”, contou a vocalista.

Popular e lado B

Na hora de montar o repertório do álbum, o tempo de estrada das canções contou bastante. “Quando tivemos a ideia de nos apresentarmos, selecionamos músicas que gostamos e caímos na estrada. Já tocamos muito essas canções, então o disco serve como um registro do trabalho que fizemos até aqui”, informou.

A coleção traz músicas clássicas do vocal jazz como “Route 66” e “Sing Sing Sing”, mas também material mais obscuro do gênero, como “Crazy People”. “É nossa intenção misturar as músicas conhecidas com outras bem lado B”, declarou Gabriela.

Turnê e futuro 

Com o disco lançado, as Cluster Sisters pretendem se jogar de cabeça na divulgação do trabalho, e elas demonstraram interesse em passar por Manaus. “Eu não conheço nada da região Norte e seria muito legal tocar aí. O mais longe de casa onde já tocamos foi em São Luís (MA). Espero que a nossa turnê consiga chegar aí”, comentou Gabriela.

Enquanto isso, elas já pensam no futuro. “Sabemos o quanto a produção de um disco demora, então já estamos nos planejamos para o próximo e tendo novas ideias. Por ora, queremos aumentar bastante o número de canções em português no nosso repetório e colocar ainda mais da nossa identidade no material gravado”, concluiu.


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