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Grupo de Porto Alegre apresenta ‘Las Cuatro Esquinas’ em Manaus

O premiado espetáculo, da Cia. Del Puerto, de Porto Alegre (RS, será apresentado no Teatro Amazonas e no Teatro da Instalação nos próximos dias 20 e 21 14/01/2015 às 11:52
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Espetáculo acontece no Teatro Amazonas e Teatro da Instalação
ROSIEL MENDONÇA Manaus (AM)

O clima envolvente da dança flamenca vai tomar conta do Teatro Amazonas e do Teatro da Instalação nos próximos dias 20 e 21, respectivamente, com a apresentação do premiado espetáculo “Las Cuatro Esquinas”, da Cia. Del Puerto, de Porto Alegre (RS). Nos dois dias, os bailarinos gaúchos se apresentam a partir das 20h, com entrada gratuita. Ainda no dia 21, no Sesc Centro, os artistas realizam uma oficina gratuita de arte flamenca para leigos e profissionais de 6 a 75 anos de idade.

Com três anos de estrada e apresentações em mais de 30 cidades do Rio Grande do Sul, o espetáculo busca inspiração no movimento e no desacelerar das ruas de uma grande cidade para compor uma cênica própria. No palco, três bailarinas e um bailarino intercalam movimentos de força e delicadeza ao som de uma trilha composta especialmente para o trabalho e executada por seis músicos em instrumentos típicos do flamenco.

“Tentamos transferir para a cena, com muita poesia, essa atmosfera urbana. Usamos um plano de luz bem especial, caracterizando as esquinas de uma cidade, e projetamos cenas de Porto Alegre, mas que poderiam ser de qualquer cidade”, explica uma das diretoras gerais de “Las Cuatro Esquinas”, Daniele Zill.

Segundo ela, a obra não possui dramaturgia, pois transita no campo do abstrato – tudo fica a cargo da poesia da música, do movimento e do baile em si. Também premiado, os figurinos e acessórios são um espetáculo visual e sonoro à parte: estão lá o “abanico” (leque), o “mantón” (xale com franjas), as castanholas e as “batas de cola” (saias franjadas).

UMA ARTE

Declarado patrimônio cultural imaterial da humanidade em 2010, o flamenco é hoje um dos símbolos da cultura espanhola, mas suas origens remontam às tradições mourisca, cigana e judaica. De acordo com Daniele Zill, essa arte ainda é recente no Brasil, onde foi introduzida há no máximo 30 anos. A artista conta que a dança chegou a Porto Alegre, onde já se trabalhava com dança espanhola clássica, pelas mãos de um bailarino carioca recém-chegado da Espanha.

“O grande desafio é sabermos o quanto o flamenco se espalhou no restante do Brasil, já que o Rio Grande do Sul hoje é um grande celeiro de artistas, que vão inclusive para fora do País”, diz ela. “A ida para o Norte foi uma opção nossa justamente para podermos trocar com o público daí e formar mais e mais plateia. Queremos tornar essa arte popular e colocá-la como arte brasileira, e não estrangeira, afinal é o flamenco que paga nossas contas”, completa.

Para Daniele, o flamenco também já é brasileiro. “Sempre colocamos uma identidade forte em tudo que fazemos, então com certeza o flamenco no Brasil tem uma pitadinha a mais, seja no jeito especial para a dança ou a música. Somos naturalmente musicais, e o flamenco vem da música, então a aceitação talvez seja maior por causa disso. Não é preciso entender as letras ou ter perícia no violão. O flamenco emociona e pronto, por isso o brasileiro, que é tão coração e passional, gosta”.

CORPO E MENTE

Com formação em Fisioterapia, Daniele destaca que o flamenco é uma atividade que desperta a consciência corporal dos seus praticantes. “É uma dança muito lúdica e social, aproxima as pessoas. É possível trabalhá-la inclusive do ponto de vista da autoestima porque envolve uma colocação diferente do corpo e requer uma musculatura desperta. Como atividade física, o flamenco pode ser praticado por todas as pessoas, de todos os portes físicos”.

Esses e outros conceitos são aplicados no centro de formação da Cia. Del Puerto, que ensina o flamenco em sua completude. Daniele conta que na escola os alunos têm acesso tanto ao treinamento corporal (sapateado, técnicas de giro, movimento de braços) quanto à experiência com a música (guitarra, cante, percussão) e às possibilidades de apresentação (palco italiano, reuniões mais informais, etc.).

Bailarinas ensinam teoria e prática do flamenco

A “Oficina de Arte Flamenca” é aberta a todas as pessoas que estejam interessadas em vivenciar alguns dos movimentos do baile flamenco, além de conhecer um breve histórico sobre sua origem. Não é necessário indumentária especial nem experiência em dança. A oficina será ministrada pelas bailarinas Ana Medeiros, Daniele Zill, Juliana Prestes e Tatiana Flores, que serão acompanhadas pelo guitarrista Giovani Capeletti, compositor da trilha do espetáculo. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail oficinaflamencomanaus@gmail.com.

Serviço

O quê “Las Cuatro Esquinas”

Onde e quando Teatro Amazonas, dia 20, às 20h; Teatro da Instalação, dia 21, às 20h

Quanto Gratuito

O quê Oficina quando Dia 21, às 15h

Onde Sesc Centro (rua Henrique Martins)

Quanto Gratuito

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