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Grupo Imbaúba leva os ritmos da Amazônia aos Emirados Árabes Unidos neste fim de semana

O grupo, composto por Celdo Braga, Sofia Amoedo, João Paulo e Rosivaldo Cordeiro, pretende estreitar os laços com o circuito internacional 16/02/2016 às 10:41
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Para o show nos Emirados Árabes Unidos, Braga destaca que o Grupo Imbaúba mostrará seu aspecto mais instrumental
Laynna Feitoza Manaus (AM)

O fascínio que a identidade sonora da Amazônia exerce sobre muitos povos deve, muito em breve, chegar ao Oriente Médio. O Grupo Imbaúba está arrumando as malas para embarcar rumo aos Emirados Árabes Unidos, onde se apresentarão na cidade de Fujairah, localizada há cerca de uma hora e meia de Dubai - a maior e mais famosa cidade do país. O grupo irá se apresentar por lá nos dias 20 e 21 de fevereiro.

Tudo começou quando o presidente do Instituto Internacional do Teatro (ITI), Mohammed Saif Al-Afkham, veio a Manaus ano passado para uma reunião sobre o Congresso Mundial do Teatro – sediado neste ano na capital amazonense - com a Prefeitura de Manaus e o Conselho Municipal de Cultura.

“Ele veio ver alguns procedimentos para a realização do evento, e fizemos uma apresentação privada para ele e para o prefeito Artur Neto, no Paço da Liberdade. Ele se interessou muito pelo nosso trabalho e nos convidou para tocar lá”, comenta Celdo Braga, integrante do Imbaúba.

Formação no show

Da formação original do Grupo Imbaúba – composto por Celdo Braga, Sofia Amoedo, João Paulo e Rosivaldo Cordeiro – dois deles, infelizmente, não poderão acompanhar o projeto na viagem.

“Excepcionalmente, a Sofia acabou de dar à luz, e João Paulo (percussionista), adoeceu e não vai poder ir. Então o Eliberto Barroncas irá conosco na percussão, levando instrumentos de fabricação própria, feitos com pupunhas, etc. De certa forma, ele irá representar lá o Raízes Caboclas e o Imbaúba”, relembra Braga.

Mira também na França

O músico e produtor Rosivaldo Cordeiro, membro do grupo, se mudou recentemente para a França e acaba de firmar uma parceria entre seu estúdio, o Digital Verde Studios, com o Davout Studios – que já trabalhou com artistas como Nina Simone, Ray Charles, Rihanna e Cesária Évora.

Por conta da ligação de Rosivaldo com o Imbaúba, Celdo destaca que, neste ano, o grupo amazônida deverá estreitar os laços com o circuito internacional.

“Já começamos a fazer umas apresentações para levar os produtos daqui, e não só o Imbaúba. Assim como o trabalho do Rosivaldo com o disco ‘Guitarreiro’ e outros que a gente possa levar’”, complementa o artista.

Planos

Os planos desta proximidade do Imbaúba com o meio internacional envolvem fazer palestras-show na França, evidenciando o lado acadêmico da música amazônida, com a performance que Celdo realiza evidenciando os sons da Amazônia. A parceria entre o Digital Verde Studios e o Davout Studios possibilitaria essa interlocução.

“Ainda não temos nada confirmado, até porque o Rosivaldo acabou de se mudar para lá e está formalizando tudo. Mas pensamos em levar demonstrações dos sons da Amazônia para lá”, diz ele.

Um dos a serem demonstrados, segundo Celdo, é o som do gaponga, que é a simulação do som da queda da fruta na água, e que atrai os tambaquis.

“O peixe não ouve, mas sente a vibração de um fruto quando este cai no rio. Esta vibração indica inclusive quando é algo que o peixe pode comer ou não, e denuncia também quando o homem do interior vai pescar. Pretendemos levar flautas indígenas e instrumentos feitos com cuias, ou seja, fazer uma performance sonora de efeitos amazônicos na França”, explica Celdo.

Repertório nos Emirados

Para o show nos Emirados Árabes Unidos, Braga destaca que o Grupo Imbaúba mostrará seu aspecto mais instrumental. “Em certa hora do show eu irei tocar uma folha, cujo som do sopro imita o som feito por macacos-pregos, desafiando um bandolim. Será o momento em que eu e Rosivaldo levantaremos e fazemos o desafio em meio à toda a performance sonora acontecendo na hora, que cria a ambientação da floresta”, argumenta Braga.

Com oito anos de existência, o Grupo Imbaúba carrega certaq experiência internacional. A trupe se apresentou na Ilha Reunion, localizada na França.

“É uma ilha com 70 km de extensão, fenomenal e ultramarina. Tem uma cultura interessantíssima. Fizemos uma ação muito bonita durante uma semana. Só para se ter ideia, fomos levados por um grupo de lá para a beira do mar, onde fomos homenageados por eles. Também fomos homenageados no alto de uma montanha por um grupo de místicos de lá. A receptividade foi fora do comum”, encerra Celdo.

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