Domingo, 22 de Setembro de 2019
Vida

Grupos de conversa no WhatsApp viram febre entre usuários de smartphone em Manaus

Além de ter aprimorado o tradicional sistema de troca de mensagens, o aplicativo WhasApp instalou uma nova mania entre o público: a de criar grupos de conversa fechados



1.jpg Beatriz Soares e Carol Pedrosa são adeptas da febre de grupos de chat no WhatsApp
29/09/2013 às 10:21

Quem defende aquele ditado que tecnologia separa as pessoas precisa, urgentemente, reavaliar os seus conceitos. Pelo menos quando o assunto for o aplicativo queridinho do público WhatsApp.

Criado em 2009 por Jan Koum e Brian Acton (ex-funcionários do Yahoo!), o multiplataforma não sai da cabeça, ou melhor, dos dedos dos mais antenados e alcançou, este ano, a incrível marca de 250 milhões de usuários.

Além de ter aprimorado o tradicional sistema de troca de mensagens, o app instalou, também, uma nova mania entre o público: a de criar grupos de bate-papo fechados, seja para promover discussões, marcar uma balada ou simplesmente conversar online. Segundo o engenheiro Lucas Leal, a engenhoca tornou mais fácil, entre outras coisas, preservar as amizades “das antigas”.

“Sem ele (o WhatsApp), seria difícil combinar com tanta facilidade os encontros entra a turma, e chegou a um ponto que toda semana temos algum evento a ser compartilhado entre as pessoas que estejam disponíveis no horário”, comentou.

O grupo em questão, que atualmente se chama “Manifesto do Anfitrião”, já recebeu diversos nomes, todos relacionados a algum episódio cômico que tenha acontecido entre os seus 15 integrantes.

“Ele já foi nomeado ‘Monopólio da Atenção’, em homenagem a uma participante que fez escândalo, pois outro integrante estaria ‘monopolizando a atenção’, e ‘Manifesto do Catchup’, quando parte do grupo ficou revoltada com uma lanchonete, pois ela começou a cobrar R$1 pela porção de catchup”, revelou o engenheiro.

Não há moderação nos tópicos discutidos no “Manifesto do Anfitrião” e a conversa chega a rolar solta durante horas. “O grupo está em atividade todos os dias e não é incomum que alguém, depois de ficar ocupado durante um tempo, encontre no seu celular mais de uma centena de mensagens novas”, brincou Lucas.

“Os assuntos são dos mais variados. Conversamos recentemente, por exemplo, sobre o Mauricio de Sousa (que esteve em Manaus na última semana) e como alguns queriam que o ‘Manifesto’ fosse retratado em gibi”, lembrou.

“Zorração”

Formado pela estudante de arquitetura Beatriz Soares, pela odontóloga Carol Pedrosa e por outros 14 amigos, o grupo “Zorração” surgiu com o objetivo de reunir, em apenas uma conversa, uma turma que desfrutasse dos mesmos passatempos.

“Ele é composto por amigos que possuem gostos bem parecidos e que estão sempre se reunindo, seja em um almoço durante a semana, na prática de alguma atividade e, é claro, nas festas”, explicou a futura arquiteta.

Entre marcar atividades como pilates, caminhada e patins, ou planejar eventos, Beatriz confessa que o grupo não para. “Praticamente toda hora alguém puxa assunto, manda foto do que está fazendo, diz alguma novidade, notícia, piada e afins”, destacou a estudante, que, além do “Zorração”, ainda participa de outros oito grupos.

“Mas somente uns quatro estão ativos, o ‘Zorração’ é o mais agitado deles. Ele só não enche o saco porque desativei as minhas notificações, senão iam embora minha paciência e bateria (risos)”, diverte-se.

Mesmo aproximando cada vez mais os amigos, Carol acha que o vício tem limites e que as pessoas devem aprender a utilizar o WhatsApp de uma maneira saudável. “É sempre bom evitar ficar muito tempo no celular durante eventos sociais, por exemplo.

Vale lembrar que, o que for importante, provavelmente será dito no privado, e não no grupo”, ressaltou a dentista, que, além do “Zorração”, ainda faz parte de outros 20 grupos no aplicativo – entre família, esporte, trabalho e amigos. “Só consigo administrar pois filtro o que tem de mais importante em cada grupo. Nem sempre dá para acompanhar tudo”, frisou.

Geração saúde

Não é apenas com o propósito de combinar balada ou jogar conversa fora que surgem os grupos no WhatsApp. Alguns deles possuem outros objetivos, como, por exemplo, cuidar da boa forma. Esse é o caso de Laís Oliveira e mais 99 pessoas, que, juntas, formam não um, mas dois grupos no aplicativo.

Os integrantes são alunos de treinamento funcional no CSU do Parque Dez e, apesar de conversarem principalmente sobre os exercícios, Laís assume que os tópicos passam por tudo, das aulas ao noticiário.

“É legal porque, às vezes, mesmo não se conhecendo direito, um integrante do grupo acaba convidando outro para diversas atividades, como uma festa ou caminhar na Ponta Negra”, apontou a autônoma.

“É bom para fazer novas amizades, pois alunos de diferentes horários passam a interagir entre si. Aí vai juntando um grupo maior e todo mundo vai se conhecendo”, completou.


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