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Dança

Grupos do Amazonas e do Pará realizam oficina de carimbó neste sábado (16)

A partir das 11h haverá uma oficina da dança paraense, que vai acontecer na Casa do Parente (Rua Barão de Suruí, 168, Flores). O valor do investimento é R$ 15 15/06/2018 às 18:17
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(Fotos: Divulgação)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Quem acompanhou a novela “A Força do Querer”, a penúltima trama das 21h, certamente se lembra do rodar das saias da personagem Ritinha, que fascinou muita gente ao dançar carimbó. No próximo dia 16 de junho, a partir das 11h, haverá uma oficina da dança paraense, que vai acontecer na Casa do Parente (Rua Barão de Suruí, 168, Flores). A oficina, além de abordar as origens e contexto histórico do carimbó, trará também as aulas práticas para quem quiser entrar na brincadeira.

A oficina será realizada pelo grupo Prendas de Carimbó, que há quatro anos faz a divulgação da dança na cidade. A equipe receberá, diretamente do Oeste do Pará, o grupo Carimbó da Terra, que dividirá a ministração da oficina com os amazonenses e se apresentará no dia 17 de junho no Arraial da Mucuragem (Ginásio Poliesportivo Ernesto Pena Forte, Rua Marginal, São José II), a partir das 16h. Segundo Isis Santos, diretora de arte do Prendas de Carimbó, a oficina será centrada nas técnicas do tradicional carimbó de roda.

“Nunca faremos, de fato, um carimbó de raiz, porque a gente não é desse período. Mas como crescemos sob essa cultura, tentamos o máximo reproduzi-la”, declara ela. O grupo, segundo Isis, até pratica o carimbó estilizado, mas se apega ao carimbó de raiz. “No carimbó de roda (raiz) nós dançamos soltos, livremente, e o público se sente livre para participar da brincadeira. Já o carimbó estilizado veio na era pós-Pinduca. Trata-se do carimbó ensaiado, de palco, onde os pares marcam passos cadenciados”, declara Santos.

Diferenças

De acordo com a diretora, o grupo já ministra essa oficina há algum tempo e repara que as mulheres ficam ansiosas para mergulharem na parte prática. Questionada sobre a sensualidade da dança, explícita na novela “A Força do Querer”, Isis explica que esta sensualidade é fruto do lundu marajoara, outro estilo de dança que compartilha dos mesmos elementos do carimbó. “No carimbó, a gente dança querendo só arrastar a saia pelo salão. Não queremos o dançar pelo dançar, queremos dançar e saber o porquê de estarmos dançando”, afirma Santos.

Ela comenta ainda que, no carimbó, as figuras masculinas e femininas interagem, mas separadamente. “No carimbó, o homem e a mulher dançam soltos. Dificilmente o homem toca na mulher. O carimbó em si é um ritmo de cortejo, ambos tentam se seduzir na dança, mas fica naquele ‘quero, não quero’. No lundu marajoara, homens e mulheres dançam juntos, de forma mais voltada para a sensualidade, onde há o toque. No lundu, se dança entrelaçado ao par”, explica ela.

Serviço

o quê: Oficina de Carimbó

onde: Casa do Parente (Rua Barão de Suruí, 168, Flores)

quando: Dia 16 de junho, às 11h

quanto: R$ 15 (com direito a uma caldeirada de bodó)

infos: (92) 98400-3023

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